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	<title>Marcelo Baltazar, Autor em Onegreen</title>
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	<description>Software de Gestão de Licenciamento Ambiental</description>
	<lastBuildDate>Tue, 29 Sep 2026 17:42:06 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Marcelo Baltazar, Autor em Onegreen</title>
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	<item>
		<title>Compensação ambiental no Ceará: novas regras para Master Plan e licenciamento faseado</title>
		<link>https://onegreen.com.br/compensacao-ambiental-no-ceara-novas-regras-para-master-plan-e-licenciamento-faseado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Baltazar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 18:43:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Instrução Normativa SEMA nº 2/2026 define a compensação ambiental no licenciamento Master Plan e faseado no Ceará. Veja regras, prazos e o fluxo do TCCA.</p>
<p>O post <a href="https://onegreen.com.br/compensacao-ambiental-no-ceara-novas-regras-para-master-plan-e-licenciamento-faseado/">Compensação ambiental no Ceará: novas regras para Master Plan e licenciamento faseado</a> apareceu primeiro em <a href="https://onegreen.com.br">Onegreen</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Governo do Ceará formalizou como deve ser paga a <strong>compensação ambiental</strong> em dois cenários específicos de licenciamento: a <strong>Licença Prévia na modalidade Master Plan</strong> e a <strong>Licença de Instalação concedida por etapas ou fases</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A regra está na Instrução Normativa SEMA nº 2, de 14 de maio de 2026, publicada em 22 de maio de 2026, que disciplina o procedimento administrativo de <strong>compensação ambiental</strong> nesses casos de licenciamento estrutural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a sua empresa opera ou pretende se instalar em uma área licenciada sob Master Plan, ou conduz um empreendimento cujo licenciamento avança por fases, o ponto de atenção é claro:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a norma amarra o pagamento da compensação ambiental a marcos definidos do processo</li>



<li>a Licença de Operação não sai sem a comprovação de quitação </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Abaixo você encontra:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O que mudou</li>



<li>Como o Termo de Compromisso de Compensação Ambiental (TCCA) se encaixa em cada modalidade </li>



<li>O passo a passo do rito previsto no artigo 9º</li>
</ul>



<h2 id="h-o-que-muda-com-a-instrucao-normativa-sema-nº-2-2026" class="wp-block-heading"><strong>O que muda com a Instrução Normativa SEMA nº 2/2026?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Instrução Normativa SEMA nº 2/2026 estabelece quando e como o empreendedor deve cumprir a compensação ambiental nos licenciamentos que fogem do rito trifásico tradicional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela cobre dois formatos:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a Licença Prévia Master Plan (que reúne empreendimentos interligados sob uma mesma licença) </li>



<li>o licenciamento com Licença de Instalação faseada</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em ambos, o Termo de Compromisso de Compensação Ambiental (TCCA) passa a ter um objeto e um momento de quitação bem delimitados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A compensação ambiental é a obrigação, prevista na <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9985.htm">Lei federal nº 9.985/2000</a> (art. 36), de o empreendedor apoiar a implantação e manutenção de unidades de conservação quando o empreendimento causa impacto ambiental significativo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Ceará, o valor dessa obrigação é traduzido em dois parâmetros técnicos: o <strong>Grau de Impacto (GI)</strong> e o <strong>Valor de Referência (VR)</strong>, fixados pela SEMACE e formalizados pela SEMA no TCCA.</p>



<h2 id="h-como-funciona-a-compensacao-ambiental-na-licenca-previa-master-plan" class="wp-block-heading"><strong>Como funciona a compensação ambiental na Licença Prévia Master Plan</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Licença Prévia Master Plan é o procedimento que inaugura o licenciamento ambiental de uma cadeia produtiva integrada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela se aplica a empreendimentos interdependentes, articulados no plano funcional e técnico, que podem ser licenciados por diferentes Licenças de Instalação e de Operação, mas permanecem sob uma única Licença Prévia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada empreendimento situado na área abrangida pela Licença Prévia Master Plan continua obrigado a buscar o seu licenciamento individualizado. Isso significa Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO) próprias, ou procedimento equivalente, para cada unidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os empreendimentos sujeitos a <strong>EIA/RIMA</strong> que pretendam se instalar em área de Licença Prévia Master Plan têm exigências adicionais. Precisam <strong>apresentar o estudo de impacto e a licença válida</strong>, e <strong>cumprir as medidas de compensação</strong> ambiental correspondentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o licenciamento não segue o rito ordinário trifásico (Licença Prévia, Licença de Instalação e Licença de Operação), o Grau de Impacto (GI) e o Valor de Referência (VR) são definidos já na licença ambiental que autoriza a instalação do empreendimento, antes da emissão do Termo de Compromisso de Compensação Ambiental (TCCA).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cálculo, portanto, não espera o fim do processo: ele é fixado no momento em que a instalação é liberada.</p>



<h2 id="h-compensacao-ambiental-no-licenciamento-faseado" class="wp-block-heading"><strong>Compensação ambiental no licenciamento faseado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">No licenciamento faseado, o objeto do TCCA acompanha o formato da Licença de Instalação.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Quando a LI é concedida em fases, o TCCA corresponde a essas fases</li>



<li>Quando o licenciamento ocorre de forma íntegra, o termo abrange a totalidade do empreendimento</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ao pedir a Licença de Operação, o empreendedor precisa <strong>apresentar o termo de quitação</strong> do TCCA e de seus eventuais aditivos, comprovando que cumpriu as obrigações no cronograma aprovado para o empreendimento objeto do licenciamento faseado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma distinção importante quando o faseamento se refere a etapas de implantação de um mesmo empreendimento (como supressão vegetal, instalação de linhas de transmissão, terraplenagem ou obras civis).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses casos, a quitação parcial do TCCA não basta para admitir o processo de Licença de Operação. A LO exige a comprovação da quitação integral de todas as obrigações de compensação ambiental previstas para a totalidade do empreendimento, com a <strong>apresentação do Termo de Quitação Final emitido pela SEMA</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse desenho fecha uma brecha comum: não é possível operar quitando apenas a etapa concluída. <strong>A operação depende da conta fechada do empreendimento inteiro.</strong></p>



<h2 id="h-fluxo-procedimental-o-rito-do-artigo-9º" class="wp-block-heading"><strong>Fluxo procedimental: o rito do artigo 9º</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo 9º da Instrução Normativa SEMA nº 2/2026 define o <strong>caminho para expedir a Licença de Instalação</strong> (ou ato equivalente) de um empreendimento vinculado a uma Licença Prévia na modalidade Master Plan, inclusive na hipótese de não existir Parecer Técnico que ateste o GI e o VR.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses casos, o interessado deve comprovar o nexo entre o objeto do licenciamento e a Licença Prévia correspondente, instruindo o processo conforme as normas da SEMACE e seguindo esta ordem:</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="724" height="1024" src="https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Fluxograma-Compensacao-Ambiental-1-724x1024.png" alt="1 - Requerer, junto à SEMA, a instituição do Termo de Compromisso de Compensação Ambiental (TCCA), conforme o art. 5º da IN 07/2025, com exceção dos documentos que dependem da emissão do Parecer Técnico da SEMACE.

2 - Protocolar o pedido de LI junto à SEMACE, instruído com o comprovante de abertura do processo de TCCA e os demais documentos pertinentes.

3 - A SEMACE elabora o Parecer Técnico de instrução, indicando o Grau de Impacto (GI) e o Valor de Referência (VR) relativos à integralidade do empreendimento, ainda que a manifestação técnica se refira a uma licença de instalação faseada ou equivalente.

4 - Apresentar o Parecer Técnico à SEMA para a formalização do TCCA.

5 - Juntar o TCCA devidamente assinado ao processo da SEMACE para a outorga da Licença de Instalação ou equivalente." class="wp-image-6670" style="width:615px;height:auto" srcset="https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Fluxograma-Compensacao-Ambiental-1-724x1024.png 724w, https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Fluxograma-Compensacao-Ambiental-1-212x300.png 212w, https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Fluxograma-Compensacao-Ambiental-1-768x1086.png 768w, https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Fluxograma-Compensacao-Ambiental-1-1086x1536.png 1086w, https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Fluxograma-Compensacao-Ambiental-1-1448x2048.png 1448w, https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Fluxograma-Compensacao-Ambiental-1.png 1587w" sizes="(max-width: 724px) 100vw, 724px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto que costuma passar despercebido é o do passo 3: o GI e o VR são calculados sobre o empreendimento inteiro, e não apenas sobre a fase em análise. Mesmo em uma LI faseada, a conta da compensação considera o todo.</p>



<h2 id="h-quando-a-instrucao-normativa-entra-em-vigor" class="wp-block-heading"><strong>Quando a Instrução Normativa entra em vigor?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Instrução Normativa SEMA nº 2/2026 <strong>entrou em vigor na data de sua publicação</strong>, com efeito ex nunc. Ou seja, o ato passa a valer a partir do momento em que foi proferido, sem retroatividade sobre situações anteriores.</p>



<h2 id="h-perguntas-frequentes" class="wp-block-heading"><strong>Perguntas frequentes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que é a Licença Prévia Master Plan?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É o procedimento que abre o licenciamento ambiental de uma cadeia produtiva integrada, reunindo empreendimentos interdependentes e tecnicamente articulados sob uma mesma Licença Prévia, ainda que cada um tenha Licenças de Instalação e de Operação próprias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando o Grau de Impacto e o Valor de Referência são definidos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos licenciamentos que não seguem o rito trifásico, o GI e o VR são estabelecidos já na licença que autoriza a instalação do empreendimento, antes da emissão do TCCA.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A quitação parcial do TCCA libera a Licença de Operação?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não, quando o faseamento se refere a etapas de implantação de um mesmo empreendimento. A LO só é admitida com a quitação integral das obrigações de compensação ambiental de todo o empreendimento e o Termo de Quitação Final emitido pela SEMA.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Qual a diferença entre SEMA e SEMACE nesse fluxo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A SEMA formaliza o TCCA e emite os termos de quitação; a SEMACE elabora o Parecer Técnico que indica o GI e o VR e conduz o licenciamento (LI/LO). O empreendedor transita entre os dois órgãos ao longo do rito do artigo 9º.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Instrução Normativa vale para processos antigos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não. A norma tem efeito ex nunc, ou seja, produz efeitos a partir da publicação, sem retroatividade.</p>



<h2 id="h-o-que-a-sua-empresa-precisa-controlar-agora" class="wp-block-heading"><strong>O que a sua empresa precisa controlar agora</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Instrução Normativa SEMA nº 2/2026 deixa pouca margem para improviso: em Master Plan e em licenciamento faseado, a compensação ambiental tem objeto, cálculo e momento de quitação definidos, e a Licença de Operação depende dessa comprovação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Empreendimentos com múltiplas unidades ou obras em etapas precisam mapear cada TCCA</strong>, acompanhar o cronograma aprovado e manter os termos de quitação em dia para não travar a operação.</p>



<figure class="wp-block-image size-large has-custom-border"><img decoding="async" width="1024" height="512" src="https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Banner-onegreen-1024x512.png" alt="" class="wp-image-6655" style="border-top-left-radius:20px;border-top-right-radius:20px;border-bottom-left-radius:20px;border-bottom-right-radius:20px" srcset="https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Banner-onegreen-1024x512.png 1024w, https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Banner-onegreen-300x150.png 300w, https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Banner-onegreen-768x384.png 768w, https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Banner-onegreen-1536x768.png 1536w, https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Banner-onegreen-2048x1024.png 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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			</item>
		<item>
		<title>Licenciamento ambiental na mineração: como funciona e o que mudou com a nova lei</title>
		<link>https://onegreen.com.br/licenciamento-ambiental-na-mineracao-como-funciona-e-o-que-mudou-com-a-nova-lei/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Baltazar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 18:38:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda como funciona o licenciamento ambiental na mineração: etapas, licenças, prazos, EIA/RIMA e as mudanças da Lei nº 15.190/2025.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Nenhuma atividade de extração mineral pode operar legalmente no Brasil sem <a href="https://onegreen.com.br/licenciamento-ambiental-guia-completo-para-empresas/">licença ambiental</a>. A exigência acompanha todo o ciclo do empreendimento, da pesquisa mineral ao fechamento da mina, e envolve tanto os órgãos ambientais quanto a <a href="https://www.gov.br/anm/pt-br">Agência Nacional de Mineração (ANM)</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://onegreen.com.br/">Faça como a CBA e a Gerdau: gerencie o processo de licenciamento ambiental, do cadastro ao monitoramento de documentos e condicionantes, com o Onegreen!</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo ganhou novas regras com a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15190.htm">Lei nº 15.190/2025</a>, a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (LGLA), em vigor desde fevereiro de 2026. A norma redefiniu modalidades de licença, prazos de análise e critérios para condicionantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo explica:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Como funciona o licenciamento ambiental na mineração</li>



<li>Quais licenças são exigidas</li>



<li>Qual órgão é responsável pela análise</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Veja também a resposta para as dúvidas mais comuns de quem gerencia esses processos no setor.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://conteudo.iusnatura.com.br/descomplicando-a-certificacao-irma"><img decoding="async" width="1024" height="536" src="https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Certificacao-IRMA-1910x1000-1-1024x536.png" alt="" class="wp-image-6696" srcset="https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Certificacao-IRMA-1910x1000-1-1024x536.png 1024w, https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Certificacao-IRMA-1910x1000-1-300x157.png 300w, https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Certificacao-IRMA-1910x1000-1-768x402.png 768w, https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Certificacao-IRMA-1910x1000-1-1536x804.png 1536w, https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Certificacao-IRMA-1910x1000-1-scaled.png 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 id="h-o-que-e-o-licenciamento-ambiental-na-mineracao" class="wp-block-heading">O que é o licenciamento ambiental na mineração</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O licenciamento ambiental é o processo administrativo pelo qual o órgão ambiental <strong>autoriza a localização, a instalação e a operação de atividades que utilizam recursos naturais ou podem causar degradação</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obrigatoriedade está prevista no art. 10 da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm">Lei nº 6.938/1981</a> (Política Nacional do Meio Ambiente).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mineração está expressamente listada entre as atividades sujeitas ao licenciamento no Anexo 1 da <a href="https://www.ibama.gov.br/sophia/cnia/legislacao/MMA/RE0237-191297.PDF">Resolução CONAMA nº 237/1997</a>, que inclui:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>pesquisa mineral</li>



<li>lavra a céu aberto</li>



<li>lavra subterrânea</li>



<li>lavra garimpeira&nbsp;</li>



<li>beneficiamento</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, isso significa que <strong>o empreendimento minerário precisa de licença ambiental em todas as fases:</strong> pesquisa, implantação da mina, lavra, beneficiamento e encerramento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para uma visão geral do processo em qualquer setor, consulte o <a href="https://onegreen.com.br/licenciamento-ambiental-guia-completo-para-empresas/">guia completo de licenciamento ambiental para empresas</a> publicado aqui no blog.</p>



<h2 id="h-quais-normas-regem-o-licenciamento-ambiental-na-mineracao" class="wp-block-heading">Quais normas regem o licenciamento ambiental na mineração</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O setor mineral responde a um conjunto de normas federais, complementadas por regulamentos estaduais e municipais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As principais são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm">Lei nº 6.938/1981</a> (Política Nacional do Meio Ambiente): institui o licenciamento como instrumento de controle ambiental</li>



<li><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15190.htm">Lei nº 15.190/2025</a> (Lei Geral do Licenciamento Ambiental): estabelece normas gerais, modalidades de licença e prazos máximos de análise</li>



<li><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp140.htm">Lei Complementar nº 140/2011</a>: define qual ente federativo (União, estado ou município) é competente para licenciar cada empreendimento</li>



<li><a href="https://www.ibama.gov.br/sophia/cnia/legislacao/MMA/RE0237-191297.PDF">Resolução CONAMA nº 237/1997</a>: estruturou o modelo de Licença Prévia, de Instalação e de Operação e lista a mineração entre as atividades licenciáveis</li>



<li><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del0227compilado.htm">Decreto-Lei nº 227/1967</a> (Código de Mineração): disciplina os regimes de aproveitamento mineral e as obrigações do minerador, incluindo a recuperação ambiental das áreas impactadas</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atenção a um ponto importante:</strong> o texto da LGLA foi alterado após a sanção, com a derrubada de parte dos vetos presidenciais pelo Congresso em dezembro de 2025 e os ajustes promovidos pela Lei nº 15.300/2025. Antes de tomar decisões com base na lei, <strong>consulte sempre a versão consolidada no site do Planalto</strong>.</p>



<h2 id="h-quais-licencas-ambientais-a-mineradora-precisa-obter" class="wp-block-heading">Quais licenças ambientais a mineradora precisa obter</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O modelo trifásico criado pela Resolução CONAMA nº 237/1997 foi mantido pela LGLA e continua sendo o caminho padrão para empreendimentos minerários.</p>



<h3 id="h-licenca-previa-lp" class="wp-block-heading">Licença Prévia (LP)</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Aprova a localização e a concepção do empreendimento e atesta sua viabilidade ambiental. É nessa fase que os estudos ambientais são elaborados e analisados, e que as primeiras condicionantes são definidas.</p>



<h3 id="h-licenca-de-instalacao-li" class="wp-block-heading">Licença de Instalação (LI)</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Autoriza a implantação da mina: desenvolvimento da área, construção do complexo mineiro e execução dos projetos de controle ambiental. Depende do cumprimento das condicionantes estabelecidas na LP.</p>



<h3 id="h-licenca-de-operacao-lo" class="wp-block-heading">Licença de Operação (LO)</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Autoriza a lavra e o beneficiamento do minério, após a verificação de que as medidas de controle previstas nas fases anteriores foram implantadas. A LO tem prazo de validade e precisa ser renovada periodicamente.</p>



<h3 id="h-novas-modalidades-criadas-pela-lei-nº-15-190-2025" class="wp-block-heading">Novas modalidades criadas pela Lei nº 15.190/2025</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A LGLA consolidou modalidades adicionais que podem alcançar o setor mineral em situações específicas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Licença Ambiental Única (LAU): </strong>reúne as fases do licenciamento em um único ato, quando admitido pela autoridade licenciadora</li>



<li><strong>Licença Ambiental Especial (LAE):</strong> destinada a empreendimentos considerados estratégicos pelo governo federal, com rito e prazos próprios</li>



<li><strong>Licença de Operação Corretiva (LOC):</strong> cria um caminho formal para regularizar atividades que operam sem licença válida</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>Licença por Adesão e Compromisso (LAC),</strong> modalidade autodeclaratória simplificada, <strong>é vedada para atividades minerárias</strong>, com exceção da exploração de areia, cascalho e brita e da lavra de diamante por faiscação sem desmonte de talude, conforme o art. 22 da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15190.htm">LGLA</a>, na redação dada pela Lei nº 15.300/2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada fase tem uma lista própria de documentos. Reunimos as exigências mais recorrentes no artigo <a href="https://onegreen.com.br/checklist-de-documentos-do-licenciamento-ambiental-lp-li-e-lo/">Checklist de documentos do licenciamento ambiental: LP, LI e LO</a>.</p>



<h2 id="h-licenca-ambiental-e-titulo-minerario-qual-o-papel-da-anm" class="wp-block-heading">Licença ambiental e título minerário: qual o papel da ANM</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das confusões mais comuns do setor é tratar o título minerário e a licença ambiental como uma coisa só. São processos distintos e cumulativos: a ANM autoriza o aproveitamento do recurso mineral, enquanto o órgão ambiental autoriza a intervenção no meio ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del0227compilado.htm">Código de Mineração</a> prevê regimes de aproveitamento como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a autorização de pesquisa</li>



<li>a concessão de lavra</li>



<li>o regime de licenciamento mineral&nbsp;</li>



<li>a permissão de lavra garimpeira.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Nenhum deles dispensa a licença ambiental correspondente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O inverso também vale: <strong>ter a licença ambiental não autoriza a extração sem o título minerário.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, os dois processos correm em paralelo e um costuma condicionar etapas do outro, o que exige<strong> controle rigoroso de protocolos e prazos em duas frentes</strong>.</p>



<h2 id="h-qual-orgao-ambiental-licencia-a-mineracao" class="wp-block-heading">Qual órgão ambiental licencia a mineração</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A competência segue as regras da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp140.htm">Lei Complementar nº 140/2011</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na maioria dos casos,</strong> o licenciamento de empreendimentos minerários é conduzido pelo <strong>órgão ambiental estadual</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O IBAMA assume o licenciamento em situações específicas, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>empreendimentos localizados em dois ou mais estados</li>



<li>terras indígenas</li>



<li>no mar territorial ou cujos impactos ultrapassem fronteiras estaduais.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Municípios licenciam atividades de impacto local</strong>, conforme a tipologia definida em cada estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como as regras de enquadramento, <strong>os estudos exigidos e os sistemas de protocolo variam de estado para estado</strong>, mineradoras com unidades em diferentes regiões lidam com procedimentos distintos ao mesmo tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gerenciar licenças, condicionantes e protocolos em vários órgãos e estados é exatamente o problema que o Onegreen resolve. A plataforma nasceu no setor da mineração e centraliza todo o processo de licenciamento ambiental em um só lugar. </strong><a href="https://onegreen.com.br/">Conheça o Onegreen</a><strong>.</strong></p>



<h2 id="h-duvidas-frequentes-sobre-o-licenciamento-ambiental-na-mineracao" class="wp-block-heading">Dúvidas frequentes sobre o licenciamento ambiental na mineração</h2>



<h3 id="h-quando-o-eia-rima-e-obrigatorio" class="wp-block-heading">Quando o EIA/RIMA é obrigatório?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O Estudo de Impacto Ambiental e o respectivo Relatório (EIA/RIMA) são exigidos para <strong>atividades com potencial de significativa degradação ambiental</strong>, conforme o art. 3º da <a href="https://www.ibama.gov.br/sophia/cnia/legislacao/MMA/RE0237-191297.PDF">Resolução CONAMA nº 237/1997</a>. Projetos minerários de grande porte normalmente se enquadram nessa hipótese.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o órgão licenciador verifica que o empreendimento não causa degradação significativa, pode exigir estudos simplificados, como o Relatório de Controle Ambiental (RCA) e o Plano de Controle Ambiental (PCA).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O enquadramento é definido caso a caso, <strong>conforme porte, localização e potencial poluidor</strong>.</p>



<h3 id="h-quanto-tempo-demora-o-licenciamento-ambiental-na-mineracao" class="wp-block-heading">Quanto tempo demora o licenciamento ambiental na mineração?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A LGLA fixou prazos máximos de análise pelos órgãos ambientais, contados da entrega do estudo ambiental e da documentação completa (art. 47 da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15190.htm">Lei nº 15.190/2025</a>):</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>10 meses para a LP, quando o estudo exigido for o EIA</li>



<li>6 meses para a LP, nos casos dos demais estudos</li>



<li>3 meses para a LI, a LO, a LOC e a LAU</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, <strong>o tempo total do processo tende a ser maior</strong>, porque pedidos de complementação, audiências públicas e o próprio prazo de elaboração dos estudos não entram nessa contagem.</p>



<h3 id="h-a-mineracao-pode-usar-o-licenciamento-simplificado-por-adesao-lac" class="wp-block-heading">A mineração pode usar o licenciamento simplificado por adesão (LAC)?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Como regra, não. <strong>A LGLA vedou a LAC para atividades minerárias</strong>, ressalvadas a exploração de areia, cascalho e brita e a lavra de diamante por faiscação sem desmonte de talude.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os demais empreendimentos do setor, permanecem as modalidades convencionais.</p>



<h3 id="h-o-que-sao-condicionantes-ambientais" class="wp-block-heading">O que são condicionantes ambientais?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Condicionantes são as medidas, condições e restrições fixadas na licença para prevenir, mitigar ou compensar os impactos do empreendimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A LGLA reforçou que elas devem ter nexo causal com os impactos identificados nos estudos, com fundamentação técnica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na mineração, é comum que um único empreendimento acumule dezenas ou centenas de condicionantes distribuídas entre LP, LI e LO.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O descumprimento pode suspender a licença e paralisar a operação.</p>



<h3 id="h-o-que-acontece-se-a-mina-operar-sem-licenca-ambiental" class="wp-block-heading">O que acontece se a mina operar sem licença ambiental?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Operar atividade potencialmente poluidora sem licença configura crime ambiental, previsto no art. 60 da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm">Lei nº 9.605/1998</a>, além de sujeitar a empresa a multas, embargos e suspensão das atividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A LOC, criada pela LGLA, oferece um caminho formal de regularização para quem já opera de forma irregular, mas não elimina as penalidades pelo período sem licença.</p>



<h2 id="h-como-organizar-a-gestao-do-licenciamento-ambiental-na-mineracao" class="wp-block-heading">Como organizar a gestão do licenciamento ambiental na mineração</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Obter a licença é apenas o começo</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio permanente está em <strong>manter válidas todas as licenças</strong> de todas as unidades, <strong>cumprir cada condicionante no prazo</strong> e <strong>comprovar isso perante órgãos ambientais</strong>, ANM, auditores e financiadores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma rotina estruturada de gestão inclui:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mapear todas as licenças, autorizações e outorgas de cada unidade operacional</li>



<li>Centralizar documentos, protocolos e evidências de cumprimento em um único repositório</li>



<li>Monitorar prazos de condicionantes e de renovação com alertas automáticos</li>



<li>Acompanhar os processos ambientais e minerários de forma integrada</li>



<li>Gerar relatórios periódicos de status para a gestão e para auditorias</li>
</ul>



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<h2 id="h-conclusao" class="wp-block-heading">Conclusão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O licenciamento ambiental na mineração é um processo contínuo, que começa antes da pesquisa mineral e só termina com o fechamento adequado da mina.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Lei nº 15.190/2025 trouxe prazos máximos e novas modalidades, mas também aumentou a importância da organização documental e do controle de condicionantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que estruturam essa gestão reduzem o risco de multas, embargos e atrasos, e chegam às renovações com o histórico completo em mãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Onegreen é o software da Ius especializado na gestão do licenciamento ambiental: monitora licenças, condicionantes, prazos e evidências de múltiplos empreendimentos em uma única plataforma. </strong></p>



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