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	<title>Felipe Lafetá, Autor em Onegreen</title>
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	<description>Software de Gestão de Licenciamento Ambiental</description>
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	<title>Felipe Lafetá, Autor em Onegreen</title>
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		<title>Condicionantes Ambientais: o que são, tipos, exemplos e como gerenciar</title>
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					<comments>https://onegreen.com.br/condicionantes-ambientais/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Lafetá]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 20:02:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Condicionantes]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p> Saiba o que são condicionantes ambientais, como se classificam, quais as consequências do descumprimento e como estruturar a gestão por licença de forma segura e rastreável.</p>
<p>O post <a href="https://onegreen.com.br/condicionantes-ambientais/">Condicionantes Ambientais: o que são, tipos, exemplos e como gerenciar</a> apareceu primeiro em <a href="https://onegreen.com.br">Onegreen</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Obter uma licença ambiental é um marco importante, mas não encerra as obrigações do empreendedor com o órgão licenciador. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir da emissão do documento, começa a fase de cumprimento das <strong>condicionantes ambientais</strong>: um conjunto de determinações técnicas e legais que a empresa precisa atender para manter a validade da autorização e continuar operando dentro da lei.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://onegreen.com.br/">Onegreen: Tecnologia para Gestão Otimizada das suas Condicionantes, com IA e integração com órgãos ambientais.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O descumprimento de uma única condicionante pode ter consequências como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>suspensão ou cassação da licença</li>



<li>embargo das atividades</li>



<li>responsabilização civil e penal dos gestores responsáveis</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, para muitas empresas com dezenas ou centenas de condicionantes distribuídas entre múltiplas licenças e empreendimentos, o <strong>controle manual por planilhas é inviável</strong> e pode <strong>provocar falhas</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo explica:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O que são as condicionantes ambientais</li>



<li>Como a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei 15.190/2025) trata delas</li>



<li>Quais são os tipos e exemplos práticos</li>



<li>Quais as consequências do descumprimento</li>



<li>Como estruturar uma gestão eficiente para empresas de qualquer porte</li>
</ul>



<h2 id="h-o-que-sao-condicionantes-ambientais" class="wp-block-heading"><strong>O que são condicionantes ambientais</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">As <strong>condicionantes ambientais são medidas, condições ou restrições </strong>estabelecidas pela autoridade licenciadora nas licenças ambientais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A definição legal agora está na <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15190.htm">Lei 15.190/2025 (LGLA)</a>, que em seu art. 3º, inciso IV, as define como:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“medidas, condições ou restrições sob responsabilidade do empreendedor, estabelecidas no âmbito das licenças ambientais pela autoridade licenciadora, de modo a prevenir, mitigar ou compensar os impactos ambientais negativos identificados nos estudos ambientais.”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da LGLA, as condicionantes eram tratadas por resoluções do CONAMA e normas administrativas estaduais, sem uniformidade nacional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.ibama.gov.br/sophia/cnia/legislacao/MMA/RE0237-191297.PDF">Resolução CONAMA 237/1997</a> previa a possibilidade de o órgão ambiental estabelecer condições e restrições nas licenças, mas não havia definição legal formal do instituto.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova lei geral do licenciamento preencheu essa lacuna e elevou o tratamento das condicionantes a nível federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, as condicionantes funcionam como cláusulas vinculantes da licença.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exemplo</strong><br>O órgão ambiental autoriza o empreendimento, mas exige em contrapartida que o empreendedor cumpra um conjunto específico de obrigações, com prazos definidos, ao longo da vida útil do empreendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para empresas em processo de obtenção ou renovação de licenças,<strong> entender as condicionantes que incidem sobre cada fase (LP, LI e LO) é parte fundamental </strong>do planejamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Consulte o <a href="https://onegreen.com.br/licenciamento-ambiental-guia-completo-para-empresas/#h-8-condicionantes-ambientais-o-que-sao-e-como-gerenciar">guia completo de licenciamento ambiental</a> para entender como as condicionantes se inserem em cada etapa do processo.</p>



<h2 id="h-tipos-de-condicionantes-ambientais" class="wp-block-heading"><strong>Tipos de condicionantes ambientais</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">As condicionantes podem ser classificadas de diferentes formas, conforme a natureza da obrigação e o momento em que devem ser cumpridas.</p>



<h3 id="h-por-abrangencia-genericas-e-especificas" class="wp-block-heading"><strong>Por abrangência: genéricas e específicas</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Condicionantes <strong>genéricas</strong> são aplicáveis à maioria dos empreendimentos licenciados e estão associadas a <strong>padrões de qualidade ambiental ou exigências administrativas </strong>aplicáveis por qualquer órgão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exemplos</strong><br>Publicação da licença em local visível, apresentação de relatórios periódicos de automonitoramento, manutenção de AVCB válido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Condicionantes <strong>específicas</strong> são determinadas<strong> com base nas características, no porte e nos impactos identificados nos estudos ambientais</strong> de cada empreendimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exemplos</strong><br>Obrigações de monitoramento de corpos hídricos próximos a uma mineradora, ou programas de compensação de supressão vegetal em um projeto de infraestrutura.</p>



<h3 id="h-por-periodicidade-pontuais-e-recorrentes" class="wp-block-heading"><strong>Por periodicidade: pontuais e recorrentes</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Condicionantes <strong>pontuais</strong> têm <strong>data de início e fim definidas</strong> e são <strong>executadas uma única vez</strong>, como a entrega do Plano Básico Ambiental (PBA) antes do início das obras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Condicionantes <strong>recorrentes</strong> têm <strong>periodicidade configurável </strong>(mensal, trimestral, semestral, anual) e <strong>geram obrigações contínuas ao longo da vigência da licença</strong>, como monitoramentos de qualidade do ar, da água ou de ruído.</p>



<h3 id="h-por-fase-da-licenca-lp-li-e-lo" class="wp-block-heading"><strong>Por fase da licença: LP, LI e LO</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">As condicionantes variam conforme a fase do licenciamento em que a licença é emitida:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Licença Prévia (LP):</strong> condicionantes voltadas à viabilidade do local, apresentação de estudos complementares e comprometimentos para a fase de instalação.</li>



<li><strong>Licença de Instalação (LI): </strong>obrigações relacionadas à implantação do empreendimento, como execução de programas ambientais, controle de erosão, gestão de resíduos da construção.</li>



<li><strong>Licença de Operação (LO): </strong>condicionantes de maior volume e duração, associadas ao funcionamento contínuo: monitoramentos periódicos, relatórios de autocontrole, programas socioambientais, manutenção de sistemas de tratamento.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender quais documentos são normalmente exigidos em cada fase, consulte o artigo <a href="https://onegreen.com.br/checklist-de-documentos-do-licenciamento-ambiental-lp-li-e-lo/">checklist de documentos do licenciamento ambiental (LP, LI e LO)</a>.</p>



<h2 id="h-exemplos-praticos-de-condicionantes-ambientais" class="wp-block-heading"><strong>Exemplos práticos de condicionantes ambientais</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os exemplos a seguir ilustram <strong>condicionantes típicas em diferentes setores</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lista efetiva depende do órgão licenciador, do tipo de atividade e dos estudos apresentados.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Banner-clean-onegreen-tabela-1024x576.png" alt="Aqui está uma descrição alternativa em texto corrido para a imagem:

A imagem apresenta um infográfico institucional intitulado &quot;Exemplos Condicionantes Ambientais por Setor&quot;, escrito em letras verdes no topo. O design é limpo, com um fundo claro e cinco colunas verticais com cantos arredondados, cada uma representando um setor industrial diferente. Cada coluna traz o nome do setor em negrito, uma lista de exigências ambientais e uma foto ilustrativa na base.

A primeira coluna, da esquerda para a direita, é dedicada à Mineração. Suas condicionantes incluem o monitoramento da qualidade das águas superficiais e subterrâneas, a recuperação de áreas degradadas (PRAD), a compensação florestal e o controle de emissão de particulados. A foto abaixo mostra uma vista aérea de uma mina de extração de minério com maquinário.

A segunda coluna aborda o setor de Energia (usinas, complexos eólicos). Os pontos citados são o monitoramento de fauna (especialmente aves e morcegos), programas de comunicação social, relatórios ambientais semestrais e o controle de ruídos. A imagem correspondente mostra várias turbinas eólicas contra um céu de fim de tarde.

A terceira coluna representa a Indústria química, listando o plano de gerenciamento de resíduos sólidos (PGRS), o monitoramento de efluentes industriais, o controle de emissões atmosféricas e planos de contingência para acidentes. A foto na base exibe uma estrutura com grandes tanques e tubulações industriais.

A quarta coluna detalha a área de Infraestrutura (rodovias, portos), destacando programas de educação ambiental (PEA), supressão vegetal com compensação, monitoramento de comunidades afetadas e relatórios de acompanhamento do PBA. A imagem ilustrativa mostra uma vista aérea de um porto de carga movimentado à beira-mar.

A quinta e última coluna, à direita, refere-se à Construção civil. Suas condicionantes são o controle de material particulado durante obras, o gerenciamento de resíduos da construção, a proteção de taludes e nascentes, e a comunicação prévia sobre etapas de maior impacto. A foto abaixo mostra dois profissionais usando capacetes de proteção em um canteiro de obras, analisando uma planta de engenharia." class="wp-image-6481" srcset="https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Banner-clean-onegreen-tabela-1024x576.png 1024w, https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Banner-clean-onegreen-tabela-300x169.png 300w, https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Banner-clean-onegreen-tabela-768x432.png 768w, https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Banner-clean-onegreen-tabela-1536x864.png 1536w, https://onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Banner-clean-onegreen-tabela.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h2 id="h-o-que-mudou-com-a-lei-15-190-2025" class="wp-block-heading"><strong>O que mudou com a Lei 15.190/2025</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://onegreen.com.br/lei-15190-2025-licenciamento-ambiental/">Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei 15.190/2025)</a>, em vigor desde 4 de fevereiro de 2026, disciplinou as condicionantes de forma sistemática pela primeira vez em lei federal.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais artigos que as regulam são o art. 3º (definição), art. 14 e art. 16.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as novidades relevantes para a gestão prática das condicionantes, destacam-se:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Revisão e modificação das condicionantes</strong>: a lei prevê hipóteses expressas de revisão das condicionantes durante a vigência da licença, seja por iniciativa do empreendedor ou da própria autoridade licenciadora (órgão ambiental), mediante decisão motivada nas seguintes situações (artigo 16):</li>
</ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">I &#8211; quando ocorrerem impactos negativos imprevistos;</p>



<p class="wp-block-paragraph">II &#8211; quando extinta a possibilidade de que ocorram impactos negativos previstos;</p>



<p class="wp-block-paragraph">III &#8211; quando ocorrerem modificações na atividade ou no empreendimento que impliquem majoração de impactos;</p>



<p class="wp-block-paragraph">IV &#8211; quando ocorrerem modificações na atividade ou no empreendimento que impliquem redução de impactos;</p>



<p class="wp-block-paragraph">V &#8211; quando caracterizada a não efetividade técnica;</p>



<p class="wp-block-paragraph">VI &#8211; na renovação da LO, da LI/LO ou da LAU, em razão de alterações na legislação ambiental, garantidos o direito adquirido e o ato jurídico perfeito.</p>
</blockquote>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Consequências do descumprimento com mais clareza</strong>: a lei reforça o regime de responsabilidade pelo descumprimento, sujeitando o empreendedor às sanções administrativas cabíveis, inclusive suspensão ou cancelamento da licença nas hipóteses legais, e conectando o regime de infrações administrativas à <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm">Lei dos Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998)</a>.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para uma análise dos riscos concretos de não conformidade com a nova lei, consulte o artigo <a href="https://onegreen.com.br/nao-conformidade-com-a-lei-no-15-190-2025-quais-os-riscos-para-a-sua-empresa/">não conformidade com a Lei 15.190/2025: quais os riscos para sua empresa</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Onegreen permite cadastrar, monitorar e registrar evidências de cumprimento de condicionantes com rastreabilidade total, por licença e por empreendimento.</strong> <a href="https://onegreen.com.br/contato/">Fale com um especialista</a></p>



<h2 id="h-consequencias-do-descumprimento-de-condicionantes" class="wp-block-heading"><strong>Consequências do descumprimento de condicionantes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O descumprimento de condicionantes não é tratado como mera irregularidade formal. As consequências são progressivas e podem afetar diretamente a continuidade das operações.</p>



<h3 id="h-sancoes-administrativas" class="wp-block-heading"><strong>Sanções administrativas</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6514.htm">Decreto 6.514/2008</a>, que regulamenta as infrações e sanções administrativas ao meio ambiente, prevê multas de <strong>R$ 50 a R$ 50 milhões por infração</strong> (art. 75 da Lei 9.605/1998), além da possibilidade de:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Embargo total ou parcial das atividades</li>



<li>Suspensão ou cancelamento da licença ambiental</li>



<li>Perda de incentivos fiscais e restrição ao acesso a linhas de crédito público, incluindo financiamentos do BNDES</li>
</ul>



<h3 id="h-responsabilidade-civil-e-penal" class="wp-block-heading"><strong>Responsabilidade civil e penal</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O descumprimento que resulte em dano ambiental gera <strong>responsabilidade objetiva de reparação</strong> (independente de culpa), sendo necessário apenas o nexo causal (causa e efeito), nos termos do art. 14 da Lei 6.938/1981.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, <strong>pessoas físicas (diretores, gerentes, técnicos responsáveis) podem ser responsabilizadas penalmente</strong> pela Lei dos Crimes Ambientais, nesse, no entanto, prevalece a responsabilidade subjetiva, devendo ser demonstrado os seguintes requisitos, além do nexo causal: <strong>dolo</strong> (intenção de cometer o crime) ou <strong>culpa</strong> (imprudência, negligência ou imperícia).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um ponto frequentemente subestimado: a responsabilidade civil pelo dano ambiental é imprescritível no Brasil, conforme jurisprudência consolidada do STJ (REsp 1.120.117/AC). Danos causados durante períodos de descumprimento de condicionantes podem ser <strong>cobrados indefinidamente</strong>, mesmo após a regularização.</p>



<h3 id="h-impacto-na-renovacao-da-lo" class="wp-block-heading"><strong>Impacto na renovação da LO</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O histórico de cumprimento de condicionantes é avaliado pelo órgão ambiental no processo de renovação da Licença de Operação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas com registros de descumprimentos, sem evidências de execução ou com histórico de autuações têm<strong> processos de renovação mais longos, sujeitos a exigências adicionais</strong> e com maior risco de não obtenção.</p>



<h3 id="h-reflexos-em-esg-e-auditorias" class="wp-block-heading"><strong>Reflexos em ESG e auditorias</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão de condicionantes é parte da <a href="https://onegreen.com.br/conformidade-ambiental-estrategica-empresas/">conformidade ambiental estratégica</a> avaliada em processos de certificação ISO 14001, auditorias de due diligence e avaliações ESG.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que não conseguem demonstrar rastreabilidade no cumprimento das condicionantes <strong>encontram dificuldades em certificações e em captação de investimentos </strong>com critérios de sustentabilidade.</p>



<h2 id="h-como-estruturar-a-gestao-de-condicionantes-ambientais" class="wp-block-heading"><strong>Como estruturar a gestão de condicionantes ambientais</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão de condicionantes envolve quatro dimensões principais:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Entender o que está sendo exigido</li>



<li>Definir quem é responsável por cada obrigação</li>



<li>Controlar os prazos </li>



<li>Registrar as evidências de execução</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Embora planilhas possam atender operações simples, elas tendem a se tornar insuficientes à medida que aumenta o número de licenças, condicionantes e empreendimentos. Para a maioria das empresas com licenciamento ativo, <strong>esse modelo não sustenta a complexidade do processo.</strong></p>



<h3 id="h-1-leia-a-licenca-com-atencao-tecnica" class="wp-block-heading"><strong>1. Leia a licença com atenção técnica</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Cada condicionante precisa ser interpretada com precisão:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O que exatamente está sendo pedido?</li>



<li>Qual é o prazo (único ou recorrente)?</li>



<li>Qual a frequência?</li>



<li>Quem deve executar?</li>



<li>Qual órgão deve receber o relatório ou comprovante?</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Erros de interpretação na fase de leitura da licença geram descumprimentos</strong> que o empreendedor muitas vezes só percebe durante uma vistoria do órgão.</p>



<h3 id="h-2-cadastre-e-classifique-todas-as-condicionantes" class="wp-block-heading"><strong>2. Cadastre e classifique todas as condicionantes</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Após a leitura, cada condicionante precisa ser registrada individualmente, com:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Descrição clara da obrigação</li>



<li>Prazo de execução (data única ou periodicidade);</li>



<li>Responsável pelo cumprimento</li>



<li>Nível de criticidade</li>



<li>Documentos e evidências que comprovam o cumprimento</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Condicionantes de licenças complexas (como aquelas derivadas de EIA/RIMA) podem chegar a centenas de itens, organizados em programas ambientais, subprogramas e relatórios.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O cadastro estruturado é o ponto de partida para qualquer gestão eficiente</strong>.</p>



<h3 id="h-3-controle-os-prazos-de-forma-sistematica" class="wp-block-heading"><strong>3. Controle os prazos de forma sistemática</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Prazos perdidos são o principal vetor de descumprimento. O controle deve incluir:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Alertas com antecedência suficiente (em geral, 30 a 60 dias antes do vencimento)</li>



<li>Visibilidade sobre condicionantes vencidas não executadas</li>



<li>Gestão de condicionantes recorrentes (com geração automática de ocorrências periódicas)</li>
</ul>



<h3 id="h-4-registre-evidencias-e-protocolos" class="wp-block-heading"><strong>4. Registre evidências e protocolos</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O registro de evidências é o que permite demonstrar o cumprimento perante o órgão ambiental em vistorias e auditorias.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Evidências típicas incluem:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Laudos analíticos</li>



<li>Relatórios de monitoramento</li>



<li>Comprovantes de protocolo</li>



<li>Atas de reuniões</li>



<li>Fotografias georreferenciadas</li>



<li>Notas fiscais</li>



<li>Contratos com empresas executoras</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para condicionantes com prazo definido em lei ou na licença, o protocolo do comprovante de cumprimento junto ao órgão ambiental é parte essencial do processo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O número de protocolo deve ser registrado junto à condicionante</strong> para consulta futura.</p>



<h3 id="h-5-mantenha-comunicacao-com-o-orgao-licenciador" class="wp-block-heading"><strong>5. Mantenha comunicação com o órgão licenciador</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Quando uma condicionante não puder ser cumprida no prazo previsto, a conduta recomendada é:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Comunicar o órgão ambiental</li>



<li>Justificar o não atendimento</li>



<li>Solicitar formalmente um novo prazo</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Essa prática <strong>reduz significativamente o risco de autuação</strong> e demonstra boa-fé do empreendedor. O silêncio, ao contrário, agrava a situação.</p>



<h2 id="h-gestao-de-condicionantes-em-empresas-com-multiplos-empreendimentos" class="wp-block-heading"><strong>Gestão de condicionantes em empresas com múltiplos empreendimentos</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>desafio aumenta proporcionalmente ao número de empreendimentos e licenças</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma empresa com operações em diferentes estados, licenciadas por diferentes órgãos, com licenças em fases distintas (LP, LI, LO) e equipes de gestão ambiental distribuídas precisa de um sistema que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Consolide visibilidade sobre todas as condicionantes em um único painel</li>



<li>Permita filtrar por Unidade Gerencial, responsável, tipo de licença e prazo</li>



<li>Gere alertas automáticos para vencimentos próximos e itens em atraso</li>



<li>Armazene evidências de cumprimento com rastreabilidade</li>



<li>Produza relatórios para auditorias e para o próprio órgão ambiental</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, a dependência de planilhas cria riscos sistêmicos: um <strong>arquivo desatualizado</strong>, uma <strong>coluna de prazo errada </strong>ou um<strong> e-mail não respondido</strong> pode resultar em <strong>descumprimento com consequências desproporcionais </strong>ao tamanho do erro operacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Onegreen organiza condicionantes por projeto, licença e responsável, com alertas automáticos e registro de evidências.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Usado por mineradoras, usinas, aeroportos e consultorias ambientais.</strong></p>



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</div>



<h2 id="h-como-o-onegreen-apoia-a-gestao-de-condicionantes" class="wp-block-heading"><strong>Como o Onegreen apoia a gestão de condicionantes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Onegreen é um software especializado na gestão do licenciamento ambiental, desenvolvido desde 2010 a partir de demanda de uma grande mineradora de atuação internacional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje integra o ecossistema da Ius, referência em soluções digitais para conformidade regulatória no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a gestão de condicionantes, o Onegreen oferece:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Tarefas pontuais e recorrentes</strong>: condicionantes com data única ou periodicidade configurável (mensal, trimestral, semestral) com geração automática de ocorrências.</li>



<li><strong>Alertas automáticos de prazo</strong>: avisos configuráveis por e-mail no dia do vencimento, uma semana antes ou um mês antes.</li>



<li><strong>Registro de execução com evidências obrigatórias</strong>: percentual de conclusão, comentários, documentos anexados e número de protocolo registrados no histórico de cada condicionante.</li>



<li><strong>Importação por IA</strong>: o sistema lê licenças em PDF e extrai informações automaticamente, apresentando os dados para revisão e confirmação pelo usuário antes do cadastro definitivo.</li>



<li><strong>Painel corporativo e relatórios</strong>: visibilidade consolidada por Unidade Gerencial, com gráficos de cumprimento no prazo, condicionantes críticas e histórico de execuções para auditorias.</li>



<li><strong>Reprogramação em massa</strong>: ajuste simultâneo de prazos em múltiplas condicionantes, com controle de aprovação pelo gestor.</li>
</ul>



<h2 id="h-conclusao" class="wp-block-heading"><strong>Conclusão</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">As condicionantes ambientais são o<strong> núcleo operacional do licenciamento ambiental</strong>. Obter a licença é o início do processo, não o fim. A partir da emissão, começa a fase de <strong>cumprimento contínuo de obrigações </strong>que, se descumpridas, podem<strong> colocar em risco a operação do empreendimento</strong> e a<strong> responsabilidade dos gestores</strong> envolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a <a href="https://onegreen.com.br/lei-15190-2025-licenciamento-ambiental/">Lei 15.190/2025</a>, as condicionantes passam a ter um marco normativo federal mais claro, com definição legal, limites para a imposição de exigências genéricas e regras para revisão durante a vigência da licença.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as empresas, isso reforça a<strong> necessidade de uma gestão estruturada</strong>, com <strong>rastreabilidade de cada obrigação e evidência de cumprimento </strong>acessível a qualquer momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que gerenciam condicionantes com controles sistemáticos chegam às renovações de LO com o histórico organizado,<strong> sem pendências acumuladas e com mais segurança jurídica.</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aquelas que dependem de planilhas e controles manuais <strong>acumulam riscos</strong> que se materializam, em geral, no pior momento possível: durante uma vistoria, uma auditoria ou no processo de renovação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Onegreen foi desenvolvido para eliminar esse risco. <a href="https://onegreen.com.br/">Conheça o software de gestão de licenciamento ambiental</a> e veja como empresas como Gerdau, AngloGold e Usiminas estruturam a gestão de condicionantes com rastreabilidade e segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gerencie condicionantes, prazos e evidências em uma única plataforma.</strong>&nbsp;</p>



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		<item>
		<title>Licenciamento Ambiental: guia completo para empresas</title>
		<link>https://onegreen.com.br/licenciamento-ambiental-guia-completo-para-empresas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Lafetá]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 20:36:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ambiente.onegreen.com.br/?p=5871</guid>

					<description><![CDATA[<p>Guia completo de licenciamento ambiental para empresas. Entenda as fases (LP, LI, LO), prazos, riscos e as principais mudanças da nova Lei nº 15.190/2025.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O licenciamento ambiental é uma obrigação legal para uma parcela expressiva das empresas brasileiras e, ao mesmo tempo, um processo que ainda gera muitas dúvidas sobre:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>quais atividades precisam de licença;</li>



<li>qual órgão é competente;</li>



<li>quais documentos reunir;</li>



<li>quanto tempo cada etapa leva;</li>



<li>o que acontece se a empresa operar sem a devida regularização;</li>



<li>e muito mais.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este guia reúne, em um único lugar, tudo o que gestores ambientais, consultores e responsáveis legais precisam saber: da base conceitual à gestão contínua das condicionantes, passando pelas três licenças principais (LP, LI e LO), pelos documentos exigidos, pelos prazos legais e pelos casos especiais previstos na legislação mais recente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As informações estão ancoradas nas fontes primárias: <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm">Lei nº 6.938/1981</a>, <a href="https://www.ibama.gov.br/sophia/cnia/legislacao/MMA/RE0237-191297.PDF">Resolução CONAMA nº 237/1997</a>, <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp140.htm">Lei Complementar nº 140/2011</a> e a recente <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15190.htm">Lei nº 15.190/2025 (Lei Geral do Licenciamento Ambiental)</a>, além do <a href="https://pnla.mma.gov.br/etapas-do-licenciamento">Portal Nacional de Licenciamento Ambiental (PNLA/MMA)</a>.</p>



<h2 id="h-o-que-voce-vai-encontrar-neste-guia" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-5c0afc28a1f929d75ef2ab6b41531256" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>O que você vai encontrar neste guia</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>O que é licenciamento ambiental (e o que diz a nova lei)</li>



<li>Quais atividades estão sujeitas ao licenciamento</li>



<li>Competência: quem licencia (IBAMA, órgão estadual ou municipal)</li>



<li>As três etapas principais: LP, LI e LO</li>



<li>Documentos obrigatórios em cada fase</li>



<li>Prazos legais</li>



<li>Renovação da Licença de Operação</li>



<li>Modalidades especiais de licença</li>



<li>Condicionantes ambientais: o que são e como gerenciar</li>



<li>Riscos do licenciamento irregular</li>



<li>Dicas para um processo bem conduzido</li>



<li>Como a tecnologia ajuda na gestão do licenciamento</li>
</ul>



<h2 id="h-1-o-que-e-licenciamento-ambiental" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-197b716c20778d5633240abdfc6dc7e1" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>1. O que é licenciamento ambiental</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O licenciamento ambiental é o processo administrativo pelo qual o órgão ambiental competente autoriza a localização, instalação, ampliação e operação de empreendimentos e atividades que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>utilizam recursos ambientais;</li>



<li>são potencialmente poluidores;</li>



<li>podem, de qualquer forma, causar degradação ambiental.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A obrigação foi estabelecida pelo art. 10 da <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm">Lei Federal nº 6.938/1981</a>, que institui a Política Nacional do Meio Ambiente, e regulamentada sobretudo pela <a href="https://www.ibama.gov.br/sophia/cnia/legislacao/MMA/RE0237-191297.PDF">Resolução CONAMA nº 237/1997</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2025, o Brasil aprovou a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15190.htm">Lei nº 15.190/2025</a>, conhecida como Lei Geral do Licenciamento Ambiental (LGLA), que entrou em vigor em 4 de fevereiro de 2026. Essa lei elevou as regras do licenciamento ao status de lei federal, encerrando décadas de dependência de resoluções e decretos fragmentados.</p>



<div class="wp-block-columns has-border-color has-background is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7f4fe6f5 wp-block-columns-is-layout-flex" style="border-color:#d4d4d8;border-style:solid;border-width:1px;border-radius:8px;background-color:#f5f5f5;margin-top:32px;margin-bottom:40px;padding-top:24px;padding-right:32px;padding-bottom:24px;padding-left:32px">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:100%">
<p class="has-text-color has-link-color wp-elements-8a37de0e704e81d2b818d31b85baf596 wp-block-paragraph" style="color:#4d4d4d;font-size:16px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>O que mudou com a Lei nº 15.190/2025? </strong>A LGLA uniformiza procedimentos que antes variavam de estado para estado. Ela mantém a essência do processo trifásico (LP, LI, LO), mas: moderniza conceitos; cria novas modalidades de licença (como a Licença de Regularização e a Licença Ambiental Especial); reforça a autonomia do órgão licenciador; amplia a digitalização dos processos. Para as empresas, o principal impacto é a maior previsibilidade e segurança jurídica.</p>
</div>
</div>



<p class="wp-block-paragraph">É importante compreender que <strong>licença ambiental não é o mesmo que autorização ambiental</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A licença é o <strong>instrumento principal</strong>, vinculado às três fases do empreendimento.</li>



<li>Autorizações são documentos complementares, como a <a href="https://blog.iusnatura.com.br/supressao-vegetal/">Autorização de Supressão Vegetal (ASV)</a>, que podem ser necessárias em paralelo.&nbsp;</li>
</ul>



<h2 id="h-2-quais-atividades-precisam-de-licenca-ambiental" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-bcaa479a7ceced62123dcf3a05ae6993" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>2. Quais atividades precisam de licença ambiental</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Resolução CONAMA nº 237/1997 (Anexo I), estão sujeitas ao licenciamento as atividades dos seguintes setores:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Extração e tratamento de minerais</li>



<li>Indústria de produtos minerais não metálicos</li>



<li>Indústria metalúrgica</li>



<li>Indústria mecânica</li>



<li>Indústria de material elétrico, eletrônico e comunicações</li>



<li>Indústria de material de transporte</li>



<li>Indústria de madeira</li>



<li>Indústria de papel e celulose</li>



<li>Indústria de borracha</li>



<li>Indústria de couro e peles</li>



<li>Indústria química (incluindo petroquímica e farmacêutica)</li>



<li>Indústria têxtil, de vestuário, calçados e artefatos de tecidos</li>



<li>Indústria de produtos alimentares e bebidas</li>



<li>Indústria de fumo</li>



<li>Indústrias diversas</li>



<li>Obras civis (rodovias, ferrovias, portos, canais, barragens, aterros)</li>



<li>Serviços de utilidade pública (energia, saneamento, telecomunicações)</li>



<li>Transporte, terminais e depósitos</li>



<li>Turismo (hotéis, resorts e complexos em áreas frágeis)</li>



<li>Atividades agropecuárias (projetos de irrigação, desmatamento, criação intensiva)</li>



<li>Uso de recursos naturais (extração de água, caça, pesca comercial)</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15190.htm">Lei nº 15.190/2025</a> também ampliou as hipóteses de atividades que podem ser dispensadas de licença ou sujeitas a licença simplificada, especialmente no setor agropecuário (cultivos temporários, pecuária extensiva de pequeno porte, pesquisa agropecuária sem intervenção relevante).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lista definitiva depende de regulamentação específica por parte do órgão competente.</p>



<div class="wp-block-columns has-border-color has-background is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7f4fe6f5 wp-block-columns-is-layout-flex" style="border-color:#d4d4d8;border-style:solid;border-width:1px;border-radius:8px;background-color:#f5f5f5;margin-top:32px;margin-bottom:40px;padding-top:24px;padding-right:32px;padding-bottom:24px;padding-left:32px">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:100%">
<p class="has-text-color has-link-color wp-elements-718df1d19d1dda3b718bf0e221a27857 wp-block-paragraph" style="color:#4d4d4d;font-size:16px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Dica prática: </strong>Em caso de dúvida sobre a obrigatoriedade do licenciamento para uma atividade específica, consulte o órgão ambiental competente (IBAMA, órgão estadual ou municipal) antes de iniciar qualquer obra ou operação. A consulta prévia não é obrigatória por lei, mas evita autuações e paralisações.</p>
</div>
</div>



<h2 id="h-3-competencia-quem-faz-o-licenciamento" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-0814352065a928c537d84d73c863011f" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>3. Competência: quem faz o licenciamento</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp140.htm">Lei Complementar nº 140/2011</a> organizou a divisão de competência entre União, estados e municípios. A regra principal é que cada empreendimento é licenciado por <strong>um único ente federativo</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Veja como funciona:</p>



<h3 id="h-ibama-competencia-federal" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-2e6584f767fae295c6f8ed5911752a07" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>IBAMA (competência federal)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Licencia empreendimentos de impacto nacional ou regional, incluindo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Projetos localizados em dois ou mais estados</li>



<li>Empreendimentos em terras indígenas, unidades de conservação federais (exceto APAs) ou em zona econômica exclusiva</li>



<li>Atividades militares de grande porte</li>



<li>Projetos com material radioativo (com parecer da CNEN)</li>



<li>Usinas hidrelétricas de grande porte, linhas de transmissão acima de determinada extensão, e outros conforme regulamentação</li>
</ul>



<h3 id="h-orgao-estadual-oema" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-8c8a714a16b8d1897a5fa9034fd3d88e" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Órgão Estadual (OEMA)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Licencia a maioria dos empreendimentos de médio e grande porte, quando os impactos se restringem ao território do estado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exemplos</strong>: indústrias, mineração em escala regional, aterros sanitários de médio porte, grandes empreendimentos imobiliários em zonas sensíveis.</p>



<h3 id="h-orgao-municipal" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-458d7b25c9a46f630c514f1a96e569dc" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Órgão Municipal</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Licencia atividades de impacto predominantemente local, conforme legislação estadual que defina essa delegação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exemplos</strong>: pequenos comércios com potencial poluidor, postos de combustível em municípios que optaram por assumir essa competência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://pnla.mma.gov.br/orgaos-licenciadores">Portal Nacional de Licenciamento Ambiental (PNLA)</a> reúne a lista atualizada dos órgãos licenciadores (estaduais, federal e distrital), com informações de contato e legislação aplicável.&nbsp;</p>



<h2 id="h-4-as-tres-etapas-do-licenciamento-lp-li-e-lo" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-068c904647de7b2f6b8d8908177c2ae6" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>4. As três etapas do licenciamento: LP, LI e LO</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura trifásica do licenciamento ambiental está consolidada na <a href="https://www.ibama.gov.br/sophia/cnia/legislacao/MMA/RE0237-191297.PDF">Resolução CONAMA nº 237/1997</a> e mantida pela<strong> Lei nº 15.190/2025</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada fase corresponde a um momento do ciclo de vida do empreendimento e tem requisitos próprios, conforme detalhado pelo <a href="https://pnla.mma.gov.br/etapas-do-licenciamento">PNLA/MMA</a>.</p>



<h3 id="h-4-1-licenca-previa-lp" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-508ffb997372b265d9fbfc0b61bdf3bb" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>4.1 Licença Prévia (LP)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A Licença Prévia aprova a viabilidade ambiental do empreendimento na fase de planejamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela não autoriza obras nem operação, mas confirma que o projeto pode ser desenvolvido naquele local, estabelecendo as condições e requisitos que deverão ser atendidos nas fases seguintes.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Quando solicitar:</strong> Na fase de planejamento, antes de qualquer obra ou intervenção física.</li>



<li><strong>Validade típica:</strong> De 2 a 5 anos (varia conforme o órgão e o tipo de empreendimento).</li>



<li><strong>Principal estudo exigido (quando aplicável):</strong> EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental), obrigatório para empreendimentos com significativa degradação ambiental, conforme o art. 3º da Resolução CONAMA nº 237/1997.</li>
</ul>



<h4 id="h-documentos-normalmente-exigidos-na-lp" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-ae4a2427bcf260e10b6eac7815fd4314" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:20px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Documentos normalmente exigidos na LP:</strong></h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>EIA/RIMA ou Relatório Ambiental Preliminar (RAP)/Relatório Ambiental Simplificado (RAS), conforme o porte e impacto</li>



<li>Memorial descritivo do empreendimento (características gerais do projeto)</li>



<li>Documentação da empresa (CNPJ, contrato social, representação legal)</li>



<li>Documentação da área (matrícula do imóvel, ART/RRT de responsável técnico)</li>



<li>Certidão de Uso e Ocupação do Solo emitida pela prefeitura municipal</li>



<li>Plantas de localização e situação com coordenadas geográficas</li>



<li>Outros documentos específicos exigidos pelo órgão competente</li>
</ul>



<h3 id="h-4-2-licenca-de-instalacao-li" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-29844a38109fa1267968f81b57b3e8ed" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>4.2 Licença de Instalação (LI)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A Licença de Instalação autoriza o início da construção ou implantação do empreendimento, de acordo com os projetos aprovados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Só pode ser solicitada após a obtenção da LP e somente <strong>se todas as condicionantes da LP tiverem sido cumpridas.</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Quando solicitar:</strong> Após a LP e antes do início de qualquer obra física.</li>



<li><strong>Validade típica:</strong> De 3 a 6 anos (variável conforme cronograma de instalação).</li>
</ul>



<h4 id="h-documentos-normalmente-exigidos-na-li" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-fabfa1f0a2c063af66a5109a1b2af2f9" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Documentos normalmente exigidos na LI:</strong></h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>Projeto executivo completo (estruturas, sistemas construtivos, layout)</li>



<li>Planos e Programas Ambientais (PBA — Plano Básico Ambiental)</li>



<li>Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil</li>



<li>Cronograma detalhado de instalação com marcos e prazos</li>



<li>Comprovação de atendimento às condicionantes da LP</li>



<li>Projetos de controle ambiental (sistemas de tratamento de efluentes, controle de emissões, drenagem)</li>



<li>Autorização de Supressão Vegetal (ASV), quando aplicável</li>
</ul>



<h3 id="h-4-3-licenca-de-operacao-lo" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1e70c1b7f51c6e47c0af9af0e5b0918a" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>4.3 Licença de Operação (LO)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A Licença de Operação autoriza o funcionamento do empreendimento após verificação do cumprimento efetivo das condicionantes das licenças anteriores e da correta implementação dos sistemas de controle ambiental.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Quando solicitar:</strong> Após a conclusão da instalação e antes do início das atividades operacionais.</li>



<li><strong>Validade típica:</strong> De 4 a 10 anos, dependendo do tipo de atividade e da legislação estadual.</li>
</ul>



<h4 id="h-documentos-normalmente-exigidos-na-lo" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-b15feb95f6bd8d38651bb3bd4cf9d575" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Documentos normalmente exigidos na LO:</strong></h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>Relatório de cumprimento das condicionantes da LI</li>



<li>As-built (documentação técnica de como o empreendimento foi efetivamente construído)</li>



<li>Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS)</li>



<li>Planos de monitoramento ambiental (efluentes, emissões, ruído, qualidade do ar)</li>



<li>Manual de operação dos sistemas de controle ambiental</li>



<li>Laudos de teste e comissionamento dos sistemas de controle</li>



<li>AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) e outras licenças complementares, quando aplicáveis</li>
</ul>



<div class="wp-block-columns has-border-color has-background is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7f4fe6f5 wp-block-columns-is-layout-flex" style="border-color:#d4d4d8;border-style:solid;border-width:1px;border-radius:8px;background-color:#f5f5f5;margin-top:32px;margin-bottom:40px;padding-top:24px;padding-right:32px;padding-bottom:24px;padding-left:32px">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:100%">
<p class="has-text-color has-link-color wp-elements-cbc9c917297424d1f05fd2dc055b14a1 wp-block-paragraph" style="color:#4d4d4d;font-size:16px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Atenção: </strong>obrigações contínuas durante a LODiferentemente da LP e LI, a LO não encerra as obrigações do empreendedor. Durante toda a vigência, a empresa deve cumprir monitoramentos periódicos, apresentar relatórios ao órgão ambiental, manter os sistemas de controle em funcionamento e cumprir os programas ambientais estabelecidos como condicionantes. Saiba mais sobre o tema no artigo do blog da Ius: <a href="https://blog.iusnatura.com.br/condicionantes-ambientais">Tudo sobre as condicionantes ambientais</a>.</p>
</div>
</div>



<h2 id="h-5-prazos-legais" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-80d56d0437e2d285b0fdf33c2a70c58c" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>5. Prazos legais</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.ibama.gov.br/sophia/cnia/legislacao/MMA/RE0237-191297.PDF">Resolução CONAMA nº 237/1997</a>, em seu art. 14, estabelece as seguintes diretrizes para os prazos do processo de licenciamento:<br><br><em>O órgão ambiental competente </em><strong><em>poderá estabelecer prazos de análise diferenciados para cada modalidade de licença </em></strong><em>(LP, LI e LO), em função das peculiaridades da atividade ou empreendimento, bem como para a formulação de exigências complementares, desde que observado o prazo máximo de </em><strong><em>6 (seis) meses a contar do ato de protocolar o requerimento até seu deferimento</em></strong><em> o</em><strong><em>u indeferimento</em></strong><em>, </em><strong><em>ressalvados os casos em que houver EIA/RIMA e/ou audiência pública</em></strong><em>, quando o </em><strong><em>prazo será de até 12 (doze) meses</em></strong><em>.&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>§ 1º &#8211; A contagem do prazo previsto no caput deste artigo será suspensa durante a elaboração dos estudos ambientais complementares ou preparação de esclarecimentos pelo empreendedor.&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>§ 2º &#8211; </em><strong><em>Os prazos estipulados no caput poderão ser alterados</em></strong><em>, desde que justificados e com a concordância do empreendedor e do órgão ambiental competente.&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o art. 15 determina que, quando o órgão solicitar esclarecimentos ou complementações ao empreendedor, este terá no máximo 4 meses para responder (prazo prorrogável com concordância das partes). Durante esse período, a contagem do prazo do órgão fica suspensa.</p>



<div class="wp-block-columns has-border-color has-background is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7f4fe6f5 wp-block-columns-is-layout-flex" style="border-color:#d4d4d8;border-style:solid;border-width:1px;border-radius:8px;background-color:#f5f5f5;margin-top:32px;margin-bottom:40px;padding-top:24px;padding-right:32px;padding-bottom:24px;padding-left:32px">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:100%">
<p class="has-text-color has-link-color wp-elements-7c03ab0c8dfa69def193d146f1518cf5 wp-block-paragraph" style="color:#4d4d4d;font-size:16px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Atenção ao prazo de renovação: </strong>A solicitação de renovação da LO com antecedência mínima de 120 dias garante, por força do art. 18, § 4º da Resolução CONAMA nº 237/1997, a continuidade das atividades enquanto o pedido estiver em análise. Solicitar fora desse prazo pode criar um vácuo de legalidade, expondo a empresa a autuações.</p>
</div>
</div>



<h2 id="h-6-renovacao-da-licenca-de-operacao" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-29250cbdc991fbcaa0c34697f501122f" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>6. Renovação da Licença de Operação</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A renovação da LO não é automática. Ela exige um novo processo perante o órgão ambiental, no qual será avaliado:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o desempenho ambiental da atividade no período anterior</li>



<li>o cumprimento das condicionantes</li>



<li>a necessidade de atualização frente a mudanças na legislação ou no processo produtivo</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O pedido deve incluir, tipicamente:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Relatório de cumprimento de condicionantes do período de vigência anterior</li>



<li>Resultados dos monitoramentos ambientais realizados</li>



<li>Eventuais alterações no processo produtivo ou nas instalações</li>



<li>Relatório de gestão de resíduos atualizado</li>



<li>Evidências de atendimento a programas ambientais em andamento</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que mantêm um sistema estruturado de gestão de condicionantes têm processos de renovação significativamente mais ágeis, pois chegam ao pedido com a documentação organizada e sem pendências.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">Com o CAL, sua empresa gerencia requisitos legais de forma eficiente e simplificada.</a></p>



<h2 id="h-7-modalidades-especiais-de-licenca" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-d924514543a377b095f2dbaed7630b21" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>7. Modalidades especiais de licença</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além das três licenças clássicas, existem modalidades alternativas que podem substituir total ou parcialmente o processo padrão, dependendo do impacto e do porte do empreendimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://pnla.mma.gov.br/etapas-do-licenciamento">PNLA/MMA</a> detalha as principais delas:</p>



<h3 id="h-licenca-ambiental-simplificada-las" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-f35c272d8e9c3f8d80bcfa72ab2fa35d" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Licença Ambiental Simplificada (LAS)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Unifica as três fases em um único processo simplificado. Aplicada a empreendimentos de baixo impacto ambiental, pequeno porte ou microempreendimentos. Os critérios variam por estado.</p>



<h3 id="h-licenca-previa-e-de-instalacao-lpi" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-95cf988a9aece9b72980e24b36cb36c7" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Licença Prévia e de Instalação (LPI)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Combina a LP e a LI em uma única fase, utilizada quando a análise de viabilidade ambiental não depende de estudos complexos e pode ocorrer simultaneamente à aprovação do projeto de implantação.</p>



<h3 id="h-licenca-de-instalacao-e-operacao-lio" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-aa987c9d5c12ac7ca334864daab9ccba" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Licença de Instalação e Operação (LIO)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Unifica as fases de instalação e operação. Permite que o empreendedor obtenha, em um único ato, autorização para construir e depois operar, sem necessidade de novo requerimento.</p>



<h3 id="h-licenca-unica-lu" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1106385859e8ef0a79dc42cf9710df76" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Licença Única (LU)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Substitui integralmente as três licenças em um único documento. Aplicada a atividades de baixo impacto ou temporárias, conforme regulamentação estadual.</p>



<h3 id="h-licenca-de-regularizacao-nova-prevista-na-lei-nº-15-190-2025" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-a9030432d1c8e0c857d0ce65780d6bc7" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Licença de Regularização (nova, prevista na Lei nº 15.190/2025)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Criada pela <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15190.htm">LGLA</a>, essa modalidade permite regularizar atividades que já estão operando sem licença, mediante fixação de condicionantes e programas de recuperação. Não elimina as penalidades pelo período de irregularidade, mas cria um caminho formal para a conformidade.</p>



<h3 id="h-licenca-ambiental-especial-lae-nova-prevista-na-lei-nº-15-190-2025" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-cebf0629d12673527a37c4415a188c6d" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Licença Ambiental Especial (LAE, nova, prevista na Lei nº 15.190/2025)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Voltada para empreendimentos estratégicos (como grandes projetos de infraestrutura e mineração de longo ciclo), a LAE oferece maior estabilidade regulatória ao longo da vida útil do projeto.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais no artigo do blog da Ius: <a href="https://blog.iusnatura.com.br/novo-marco-do-licenciamento-legal-na-mineracao/">Novo Marco do Licenciamento Ambiental: mudanças no setor minerário</a>.</p>



<h3 id="h-licenciamento-corretivo" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-6b49a4193b42eb59e251bd31347df0a1" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Licenciamento Corretivo</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para empreendimentos já em operação sem licença ou com licença vencida. É um processo geralmente mais lento, mais custoso e sujeito a penalidades, mas indispensável para quem precisa regularizar a situação.</p>



<h2 id="h-8-condicionantes-ambientais-o-que-sao-e-como-gerenciar" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-234ce88a12fc3bed56488bcf0d8c6372" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>8. Condicionantes ambientais: o que são e como gerenciar</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">As condicionantes são cláusulas inseridas nas licenças ambientais que estabelecem obrigações específicas que o empreendedor deve cumprir para manter a validade da autorização.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Elas podem incluir:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>monitoramentos periódicos</li>



<li>elaboração de relatórios</li>



<li>implantação de programas socioambientais</li>



<li>restrições operacionais</li>



<li>medidas compensatórias</li>



<li>entre outras exigências.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O órgão ambiental define as condicionantes com base no EIA/RIMA e nas características do empreendimento. As <a href="https://blog.iusnatura.com.br/condicionantes-ambientais/">condicionantes do licenciamento ambiental</a> são verificadas em auditorias ambientais, que podem ser conduzidas pelo próprio órgão licenciador ou por entidades independentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O descumprimento de condicionantes pode gerar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>suspensão ou cassação da licença ambiental</li>



<li>autuações e multas administrativas</li>



<li>embargo das operações</li>



<li>responsabilização civil e, em casos graves, penal</li>



<li>dificuldade ou impossibilidade de renovação da LO</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para empresas com múltiplos empreendimentos ou condicionantes em volume elevado, a gestão manual por planilhas apresenta risco elevado de falhas. Um sistema específico para esse fim reduz esse risco e garante rastreabilidade.</p>



<h2 id="h-9-riscos-do-licenciamento-irregular" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-a5c0ae93418a0d627c0d08ff37b1c762" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>9. Riscos do licenciamento irregular</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Operar sem a licença adequada, com licença vencida ou descumprindo condicionantes é uma infração à <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm">Lei dos Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998)</a> e ao <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6514.htm">Decreto nº 6.514/2008</a> (que regulamenta as infrações e penalidades administrativas).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As consequências são concretas e podem ser graves:</p>



<h3 id="h-sancoes-administrativas" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-19f5c455050eb11157b4cefbaccd5c66" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Sanções administrativas</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>multas de R$ 50 a R$ 50 milhões por infração ambiental (art. 75 da Lei nº 9.605/1998);</li>



<li>embargo total ou parcial das atividades;</li>



<li>suspensão ou cancelamento de registros, licenças e autorizações;</li>



<li>perda ou restrição de incentivos fiscais e acesso a linhas de crédito público.</li>
</ul>



<h3 id="h-responsabilidade-civil" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-cf704a64a7964b56f95fe02cd27bdbf4" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Responsabilidade civil</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>obrigação de reparar danos ambientais causados (responsabilidade objetiva — independente de culpa);</li>



<li>ações de terceiros prejudicados (comunidades vizinhas, por exemplo);</li>



<li>passivos ambientais que comprometem o balanço patrimonial e o valuation da empresa.</li>
</ul>



<h3 id="h-responsabilidade-penal" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-9acfc38670d063b69394bacdbeb98a2b" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Responsabilidade penal</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos</strong>, multa, ou ambas as penas, cumulativamente.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Parágrafo único. <strong>A pena é aumentada até o dobro</strong> se o licenciamento da atividade ou do empreendimento for sujeito ao Estudo Prévio de Impacto Ambiental.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>responsabilização de pessoas físicas (diretores, gerentes e técnicos responsáveis);</li>



<li>possibilidade de responsabilização da pessoa jurídica, conforme art. 3º da mesma lei</li>
</ul>



<h3 id="h-riscos-de-negocio" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-0d53124dbe15a498745b2393d519f73e" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Riscos de negócio</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>restrição ao acesso a financiamentos do BNDES e outros bancos de fomento que exigem conformidade ambiental;</li>



<li>dificuldades em processos de auditoria para certificações ISO 14001;</li>



<li>impacto negativo em avaliações ESG;</li>



<li>dificuldade de regularização posterior, especialmente quando já houve degradação ambiental;</li>



<li>danos à imagem da empresa.</li>
</ul>



<div class="wp-block-columns has-border-color has-background is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7f4fe6f5 wp-block-columns-is-layout-flex" style="border-color:#d4d4d8;border-style:solid;border-width:1px;border-radius:8px;background-color:#f5f5f5;margin-top:32px;margin-bottom:40px;padding-top:24px;padding-right:32px;padding-bottom:24px;padding-left:32px">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:100%">
<p class="has-text-color has-link-color wp-elements-436eecc70cc19cb9f0e71e8345e3dc1c wp-block-paragraph" style="color:#4d4d4d;font-size:16px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Ponto de atenção: </strong>o licenciamento irregular não prescreve o dano: O dever de reparar danos ambientais é imprescritível no Brasil, conforme jurisprudência consolidada do STJ (REsp 1.120.117/AC). Isso significa que danos ambientais causados durante operação irregular podem ser cobrados indefinidamente, mesmo após a regularização da empresa.</p>
</div>
</div>



<h2 id="h-10-o-que-diferencia-um-licenciamento-bem-conduzido" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1e74a9b0be395d6e278c2446e921938d" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>10. O que diferencia um licenciamento bem conduzido</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um processo de licenciamento mal conduzido pode custar meses de atraso, retrabalhos em estudos ambientais e autuações desnecessárias.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Abaixo estão os fatores que mais influenciam o resultado:</p>



<h3 id="h-comece-antes-do-que-parece-necessario" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-59e6c9da704f3240a34ee06aa26b5828" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Comece antes do que parece necessário</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Cada fase do licenciamento pode levar de alguns meses a mais de um ano, dependendo da complexidade do empreendimento e da capacidade técnica do órgão ambiental.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Projetos que precisam de EIA/RIMA e audiência pública podem levar de dois a três anos só para obter a LP. Incorporar esse prazo no cronograma do empreendimento desde o início evita pressão, improviso e custos adicionais.</p>



<h3 id="h-invista-na-qualidade-dos-estudos-ambientais" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-c868ea4f09f7b792d16ef8c71281032c" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Invista na qualidade dos estudos ambientais</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos inconsistentes, incompletos ou com metodologia inadequada são a principal causa de exigências de complementação pelos órgãos ambientais, o que suspende os prazos de análise e atrasa todo o processo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um EIA/RIMA de qualidade custa mais na elaboração, mas economiza tempo e dinheiro na tramitação.</p>



<h3 id="h-mantenha-comunicacao-ativa-com-o-orgao-ambiental" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-ef90671326ed167a624b04dec5ae64e9" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Mantenha comunicação ativa com o órgão ambiental</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A relação com os técnicos do órgão licenciador não precisa ser adversarial. Tirar dúvidas antes de protocolar documentos, responder prontamente às solicitações de complementação e acompanhar o andamento do processo são atitudes que fazem diferença prática no tempo de análise.</p>



<h3 id="h-gerencie-as-condicionantes-de-forma-sistematica" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1bd0de81945d25aa00350e5e6e00a757" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Gerencie as condicionantes de forma sistemática</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Condicionantes não cumpridas no prazo são um dos problemas mais frequentes na gestão ambiental corporativa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com múltiplos empreendimentos e dezenas de condicionantes por licença, é praticamente impossível manter o controle por meios manuais sem risco de falha. A adoção de um sistema específico para esse fim é a prática recomendada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://onegreen.com.br/">Com o Onegreen, sua empresa gerencia todo o processo de licenciamento ambiental de forma otimizada e simplificada!</a></p>



<h3 id="h-cuide-do-relacionamento-com-o-territorio" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-0747870fc32d168fd7961b9c6b1eb158" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Cuide do relacionamento com o território</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Empreendimentos que envolvem comunidades no entorno têm maior probabilidade de sofrer questionamentos durante audiências públicas ou impugnações administrativas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Processos participativos conduzidos com transparência, ainda que não obrigatórios em todos os casos, reduzem conflitos e fortalecem a viabilidade do projeto.</p>



<h3 id="h-atualize-se-sobre-a-legislacao" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-405b34fc3a8de6010a9c33db4016971c" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Atualize-se sobre a legislação</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A entrada em vigor da Lei nº 15.190/2025 trouxe novas modalidades de licença, redefiniu competências e criou obrigações específicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que dependem de licenciamento ambiental precisam acompanhar as regulamentações complementares que serão publicadas ao longo de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Veja o resumo completo no artigo da Ius: <a href="https://blog.iusnatura.com.br/novo-licenciamento-ambiental-lei-federal-15190/">O novo licenciamento ambiental: Lei Federal 15.190/2025</a>.</p>



<h2 id="h-11-como-a-tecnologia-apoia-a-gestao-do-licenciamento-ambiental" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-0530716379dcd2fbca383a68f338132a" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>11. Como a tecnologia apoia a gestão do licenciamento ambiental</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão do licenciamento ambiental envolve controle de prazos, armazenamento de documentos, monitoramento de condicionantes, elaboração de relatórios e interlocução com múltiplos órgãos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em empresas com portfólio diversificado de empreendimentos, a complexidade se multiplica rapidamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Softwares especializados permitem centralizar todas essas informações, automatizar alertas de prazo e produzir relatórios consolidados para a gestão e para auditorias.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://onegreen.com.br/">Onegreen</a>, solução da Ius especializada em licenciamento ambiental, oferece funcionalidades como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Controle de projetos e gestão simultânea de múltiplos empreendimentos</li>



<li>Monitoramento do status de cada licença (LP, LI, LO e modalidades alternativas)</li>



<li>Alertas automáticos de prazo de condicionantes e vencimento de licenças</li>



<li>Cronograma de projetos com marcos críticos</li>



<li>Repositório centralizado de documentos do licenciamento</li>



<li>Dashboards e relatórios para apoio à tomada de decisão</li>



<li>Gestão de não conformidades e auditorias</li>
</ul>



<div class="wp-block-columns has-border-color has-background is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7f4fe6f5 wp-block-columns-is-layout-flex" style="border-color:#d4d4d8;border-style:solid;border-width:1px;border-radius:8px;background-color:#f5f5f5;margin-top:32px;margin-bottom:40px;padding-top:24px;padding-right:32px;padding-bottom:24px;padding-left:32px">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:100%">
<p class="has-text-color has-link-color wp-elements-f335b4fd4366f256223b8a2e932b1b94 wp-block-paragraph" style="color:#4d4d4d;font-size:16px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Conheça o Onegreen: </strong>Software de Gestão do Licenciamento Ambiental<br>Gerencie licenças, condicionantes, programas ambientais e prazos em uma plataforma integrada. Usado por empresas como Gerdau, AngloGold, Usiminas e BRK Ambiental.</p>
</div>
</div>



<p class="wp-block-paragraph">Para empresas que precisam também de gestão de conformidade legal em saúde, segurança e meio ambiente de forma integrada, o <a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">CAL (Sistema da Ius)</a> complementa o Onegreen ao manter atualizado o banco de requisitos legais aplicáveis à empresa, com rastreabilidade e evidências de atendimento.&nbsp;</p>
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		<title>Checklist de Documentos do Licenciamento Ambiental: LP, LI e LO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Lafetá]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 20:36:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ambiente.onegreen.com.br/?p=5865</guid>

					<description><![CDATA[<p>Guia completo e checklist de documentos para Licenciamento Ambiental (LP, LI e LO) atualizado pela Lei nº 15.190/2025. Evite atrasos no seu processo!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O licenciamento ambiental é estruturado em três fases principais — Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO) —, conforme definido pela <a href="https://conama.mma.gov.br/?option=com_sisconama&amp;task=arquivo.download&amp;id=237">Resolução CONAMA nº 237/1997</a> e mantido pela <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2025/lei-15190-8-agosto-2025-797833-publicacaooriginal-176089-pl.html">Lei nº 15.190/2025</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada fase tem exigências documentais próprias, e reunir a documentação correta desde o início é um dos fatores que mais influencia a agilidade do processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo apresenta os documentos de maior recorrência em cada fase, com base na Resolução CONAMA 237/1997 e nas práticas dos principais órgãos estaduais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lista exata varia por estado, por tipo de empreendimento e pelo órgão licenciador — federal (IBAMA), estadual (OEMA) ou municipal.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Consulte sempre o edital de requerimento do órgão competente antes de protocolar.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo do texto, cada documento é classificado como <strong>obrigatório</strong> (exigência presente na legislação federal ou aplicada como regra geral pelo órgão licenciador) ou <strong>condicional</strong> (exigido a depender do tipo, porte ou localização do empreendimento).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://onegreen.com.br/">Onegreen: Software para gestão simplificada do licenciamento ambiental, de ponta à ponta!</a></p>



<h2 id="h-fase-1-licenca-previa-lp" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-b581baee36eacdc020ba420fc5f3b10c" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Fase 1 — Licença Prévia (LP)</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A LP atesta a viabilidade ambiental do empreendimento na fase de planejamento. Ela não autoriza obras nem operação, mas confirma que o projeto pode ser desenvolvido naquele local e estabelece as condições que deverão ser atendidas nas fases seguintes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Prazo do órgão para análise:</strong> até 6 meses; até 12 meses quando houver EIA/RIMA e/ou audiência pública (art. 14, CONAMA 237/1997), podendo ser superior conforme os parágrafos 1º e 2º do mesmo artigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Validade típica:</strong> 2 a 5 anos. Após a LP, o empreendedor tem até 2 anos para solicitar a LI, sob pena de caducidade.</p>



<h3 id="h-1-1-documentacao-da-empresa-e-da-area" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-62e58d342398f32e6ceb37c5be8cceea" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>1.1 Documentação da empresa e da área</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto de partida é a documentação institucional e fundiária do empreendimento. São exigidos, como regra geral:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o requerimento de licença ambiental assinado pelo responsável legal (no formulário próprio do órgão ambiental)</li>



<li>o contrato social ou estatuto com a última alteração contratual</li>



<li>a procuração e documentos do representante legal quando aplicável</li>



<li>a matrícula atualizada do imóvel (ou contrato de arrendamento/cessão)</li>



<li>a certidão de uso e ocupação do solo emitida pela prefeitura municipal</li>



<li>a ART ou RRT do responsável técnico pelos estudos ambientais. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O CNPJ da empresa ou CPF do empreendedor pessoa física é classificado como condicional, dependendo do órgão.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-687564fe585925b2acfd5b60f0da6726" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>1.2 Estudos ambientais</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O tipo de estudo exigido depende do potencial de impacto do empreendimento. O <a href="https://pnla.mma.gov.br/estudos-ambientais">EIA (Estudo de Impacto Ambiental) e o RIMA (Relatório de Impacto Ambiental)</a> são obrigatórios para atividades com significativa degradação ambiental, conforme o art. 3º da Resolução CONAMA nº 237/1997.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para impactos menores, o órgão pode aceitar o RAP (Relatório Ambiental Preliminar) ou o RAS (Relatório Ambiental Simplificado), ambos condicionais e aceitos de forma variável por estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Independentemente do estudo principal, são componentes obrigatórios:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o diagnóstico ambiental da área de influência (meio físico, biótico e socioeconômico)</li>



<li>a identificação e avaliação dos impactos ambientais (diretos, indiretos, positivos e negativos) </li>



<li>a proposta de medidas mitigadoras e compensatórias. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise de alternativas tecnológicas e locacionais é condicional, sendo componente do EIA quando exigida.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-597b772d2679eaf57cf79771bbdaebf2" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>1.3 Documentação técnica do projeto</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Na documentação técnica, são obrigatórios:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o memorial descritivo do empreendimento (características gerais, capacidade, tecnologias e matérias-primas)</li>



<li>a planta de localização com coordenadas geográficas em datum SIRGAS 2000</li>



<li>o mapa de situação em relação a unidades de conservação e APPs</li>



<li>indicação dos corpos hídricos na área de influência (com nome, distâncias e enquadramento conforme a CONAMA 357/2005)</li>



<li>informações sobre a geração estimada de efluentes e resíduos. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A indicação de supressão de vegetação necessária é condicional, aplicável quando houver intervenção em APP ou Reserva Legal.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-3dbd7423aab5090a4a61640d2ab1233d" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>1.4 Documentos complementares</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A depender do tipo e localização do empreendimento, podem ser exigidos documentos adicionais, todos condicionais:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>outorga do direito de uso de recursos hídricos (quando houver captação ou lançamento de efluentes em corpos hídricos)</li>



<li>anuência do órgão gestor de unidade de conservação (ICMBio ou OEMA), manifestação da FUNAI (quando localizado próximo a terras indígenas)</li>



<li>laudo de arqueologia junto ao IPHAN (para projetos com movimentação de solo em áreas de potencial arqueológico)</li>



<li>anuência da prefeitura ou certidão de conformidade urbanística </li>



<li>estudo de vibração e/ou ruído ambiental</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-9fdedce50a7185ca47fec68be30c2b88" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Fase 2 — Licença de Instalação (LI)</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A LI autoriza o início da construção e implantação física do empreendimento. Só pode ser solicitada após a obtenção da LP e desde que todas as condicionantes da LP tenham sido cumpridas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Prazo do órgão para análise:</strong> até 6 meses (art. 14, CONAMA 237/1997), podendo ser superior conforme os parágrafos 1º e 2º do mesmo artigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Validade típica:</strong> 3 a 6 anos. Após a LI, o empreendedor tem até 3 anos para iniciar a implantação, sob pena de caducidade.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-c11beaa993ef0c32cf01129552603b99" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>2.1 Comprovação de atendimento às condicionantes da LP</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de qualquer outra documentação, o empreendedor precisa comprovar o cumprimento das condicionantes estabelecidas na LP.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso inclui o relatório de cumprimento de cada condicionante com as respectivas evidências (laudos, fotos e documentos) e, quando aplicável, a evidência de publicação do EIA/RIMA em Diário Oficial ou jornal de grande circulação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ata ou relatório de audiência pública, com o protocolo de encaminhamento das respostas às questões levantadas, é condicional para os casos em que a audiência foi realizada.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1a253d00d3b1b065210dd349347da13d" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>2.2 Projeto executivo e documentação técnica</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Na fase de instalação, o detalhamento técnico avança consideravelmente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">São obrigatórios:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o projeto executivo completo (plantas, cortes, memorial de cálculo e especificações técnicas)</li>



<li>a ART/RRT do responsável técnico pela execução</li>



<li>o cronograma detalhado de instalação com marcos e prazos (incluindo previsão de conclusão e início de operação)</li>



<li>o layout das instalações com localização dos sistemas de controle ambiental</li>



<li>o projeto do sistema de tratamento de efluentes líquidos (ETE/ETL) </li>



<li>o projeto de drenagem pluvial com separação de águas residuais</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">São condicionais:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o projeto de controle de emissões atmosféricas (filtros, lavadores, altura de chaminé e dispersão de poluentes) </li>



<li>o projeto paisagístico ou de revegetação compensatória.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-f74468c9568c208e37673ce385ba273c" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>2.3 Planos e Programas Ambientais (PBA)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O Plano Básico Ambiental (PBA) é o conjunto de programas que detalha as medidas de mitigação e controle aprovadas no EIA.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento consolidado do PBA é obrigatório. Os programas específicos variam conforme o empreendimento e os mais frequentes são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Obrigatório em praticamente todos os empreendimentos: o Programa de Gestão de Resíduos Sólidos para a fase de obras.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Condicionais, a depender das características do projeto:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Programa de Controle de Erosão e Sedimentação</li>



<li>Programa de Supressão de Vegetação (com cronograma e responsável pela ASV)</li>



<li>Programa de Resgate e Salvamento da Flora</li>



<li>Programa de Afugentamento e Resgate de Fauna</li>



<li>Programa de Monitoramento da Qualidade da Água (com pontos, parâmetros, frequência e método analítico)</li>



<li>Programa de Comunicação Social e Relacionamento com Comunidades (especialmente quando houve audiência pública)</li>



<li>Programa de Educação Ambiental</li>



<li>Programa de Monitoramento de Ruído e Vibração na fase de obras.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-784615f35de3ccc37415ba06833796db" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>2.4 Autorizações complementares</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Três autorizações podem ser necessárias em paralelo à LI, todas condicionais:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a Autorização de Supressão Vegetal (ASV), emitida pelo órgão ambiental competente</li>



<li>a outorga de recursos hídricos atualizada, quando aplicável</li>



<li>a autorização para movimentação de terra em APP, quando houver intervenção nessa área</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-abdeaf85f01518af9abf046e940e22b7" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Fase 3 — Licença de Operação (LO)</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A LO autoriza o início das atividades operacionais após verificação do cumprimento efetivo das condicionantes da LI e da correta implantação dos sistemas de controle ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Prazo do órgão para análise:</strong> até 6 meses (art. 14, CONAMA 237/1997), podendo ser superior conforme os parágrafos 1º e 2º do mesmo artigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Validade típica:</strong> 4 a 10 anos. A solicitação de renovação deve ser feita com antecedência mínima de 120 dias do vencimento (art. 18, §4º, CONAMA 237/1997) — esse prazo garante a continuidade das operações enquanto o pedido está em análise.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-dd10401dfb4ac07287abf742e9113d1d" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>3.1 Comprovação de cumprimento das condicionantes da LI</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">São obrigatórios:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o relatório de cumprimento de todas as condicionantes da LI (com evidências por condicionante, como fotos, laudos e relatórios)</li>



<li>o relatório de andamento ou conclusão de cada programa ambiental do PBA (com o status de cada programa: em execução, concluído ou resultado alcançado) </li>



<li>o registro fotográfico das obras e sistemas instalados</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1f8db60d25c518e306bcd4e7d1ede57b" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>3.2 Documentação técnica da obra concluída (as-built)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A documentação as-built é integralmente obrigatória e deve ser elaborada por responsável técnico com ART/RRT. Abrange:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>as plantas do empreendimento conforme construído,</li>



<li>o as-built específico dos sistemas de controle ambiental (ETE, sistemas de controle de emissão e drenagem)</li>



<li>o manual de operação dos sistemas de controle ambiental (com procedimentos, responsáveis e parâmetros de referência) </li>



<li>os laudos de teste e comissionamento dos sistemas, comprovando que operam dentro dos parâmetros aprovados. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O certificado de capacitação dos operadores é condicional, quando exigido pelo órgão.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-f64eeba777f555761e4145591dde68d4" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>3.3 Planos de gestão operacional</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para a operação, são obrigatórios:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos) da fase operacional, com tipos de resíduo, volume estimado, acondicionamento e destinação final</li>



<li>o plano de monitoramento de efluentes líquidos, com parâmetros, frequência, laboratório e limites estabelecidos na LI</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">São condicionais:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o plano de monitoramento de emissões atmosféricas</li>



<li>o plano de monitoramento de ruído ambiental</li>



<li>o Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR) com Programa de Automonitoramento (para empreendimentos com risco de acidentes ambientais)</li>



<li>o Plano de Ação de Emergência Ambiental (PAE) para atividades com risco de derramamento, explosão ou emissão acidental.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-57a2d1900dee1981d155159b1351a384" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:22px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>3.4 Licenças e autorizações complementares à operação</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para operar regularmente, além da LO em si, são obrigatórios:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros)</li>



<li>alvará de funcionamento municipal </li>



<li>CTF/APP (Cadastro Técnico Federal no IBAMA) para atividades listadas no Anexo VIII da Lei 6.938/1981, necessário para a emissão da TCFA.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">São condicionais:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>outorga de uso de recursos hídricos para a fase operacional (quando houver captação ou lançamento de efluentes)</li>



<li>licença sanitária da VISA (para indústrias alimentícias, farmacêuticas e de saúde)</li>



<li>licença de operação do sistema de tratamento de resíduos quando terceirizado</li>



<li>o certificado de conformidade do veículo transportador de resíduos quando aplicável.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-8f0c6ff8d2a07dcbfacc24e00b6beb3b" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Renovação da LO — Documentos e Evidências</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A renovação da LO não é automática e exige um novo processo perante o órgão ambiental. O pedido deve ser protocolado com antecedência mínima de 120 dias do vencimento — dentro desse prazo, a empresa pode continuar operando enquanto a análise está em curso (art. 18, §4º, CONAMA 237/1997).</p>



<p class="wp-block-paragraph">São obrigatórios para a renovação:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>requerimento de renovação no formulário do órgão (diferente do requerimento de primeira emissão)</li>



<li>relatório de desempenho ambiental do período de vigência (síntese dos monitoramentos, programas e condicionantes no período)</li>



<li>relatório consolidado de cumprimento de condicionantes do período completo (com evidências e status de cada uma)</li>



<li>resultados analíticos dos monitoramentos dos últimos 12 meses ou conforme o período exigido pelo órgão (efluentes, emissões, ruído)</li>



<li>PGRS atualizado com registros de destinação final (Manifestos de Transporte de Resíduos</li>



<li>relatórios dos programas ambientais em execução</li>



<li>registro de eventuais acidentes ambientais </li>



<li>ações corretivas adotadas</li>



<li>CTF/APP atualizado com a TCFA recolhida em dia.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">São condicionais:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>evidência de alterações no processo produtivo que possam influenciar os impactos já avaliados</li>



<li>novos laudos técnicos quando exigidos por atualização de padrões normativos</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que mantêm um sistema estruturado de gestão de condicionantes chegam ao processo de renovação com documentação organizada e sem pendências, o que torna o processo significativamente mais ágil.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-70db3611a9313823c771f87cfacff368" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Como a tecnologia apoia a gestão do licenciamento ambiental</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão do licenciamento ambiental envolve controle de prazos, armazenamento de documentos, monitoramento de condicionantes, elaboração de relatórios e interlocução com múltiplos órgãos. Em empresas com portfólio diversificado de empreendimentos, a complexidade se multiplica rapidamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Softwares especializados permitem centralizar todas essas informações, automatizar alertas de prazo e produzir relatórios consolidados para a gestão e para auditorias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://onegreen.com.br/"><strong>Onegreen</strong></a>, solução da Ius especializada em licenciamento ambiental, oferece funcionalidades como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>controle de projetos e gestão simultânea de múltiplos empreendimentos</li>



<li>monitoramento do status de cada licença (LP, LI, LO e modalidades alternativas)</li>



<li>alertas automáticos de prazo de condicionantes </li>



<li>vencimento de licenças</li>



<li>cronograma de projetos com marcos críticos</li>



<li>repositório centralizado de documentos</li>



<li>dashboards e relatórios para apoio à tomada de decisão</li>



<li>gestão de não conformidades e auditorias.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://onegreen.com.br/"><strong>Conheça o Onegreen</strong></a> — gerencie licenças, condicionantes, programas ambientais e prazos em uma plataforma integrada, utilizada por empresas como Gerdau, AngloGold, Usiminas e BRK Ambiental.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Não conformidade com a Lei nº 15.190/2025: quais os riscos para a sua empresa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Lafetá]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 20:36:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ambiente.onegreen.com.br/?p=5809</guid>

					<description><![CDATA[<p>Operar fora da nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental gera sanções administrativas, responsabilidade civil e criminal. Entenda os riscos da não conformidade e como se proteger.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A entrada em vigor da <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2025/lei-15190-8-agosto-2025-797833-publicacaooriginal-176089-pl.html">Lei nº 15.190/2025</a>, a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (LGLA), em 4 de fevereiro de 2026, elevou o licenciamento ao status de lei federal e trouxe mais previsibilidade para as empresas. Mas, junto com a segurança jurídica, vieram regras mais claras sobre o que acontece quando uma empresa opera fora da conformidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o ponto central é: <strong>não estar em conformidade com a LGLA é um risco jurídico, de negócio, de reputação e de acesso a capital.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo, você vai entender:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>os três tipos de responsabilização previstos na legislação</li>



<li>os impactos diretos sobre o financiamento&nbsp;</li>



<li>o valuation da empresa, e o que muda para os setores mais sensíveis</li>
</ul>



<h2 id="h-o-que-voce-vai-encontrar-neste-artigo" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-2faea1d1c3dcbcd3e5376efe35f2bb82" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>O que você vai encontrar neste artigo</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>As sanções administrativas previstas na LGLA</li>



<li>A responsabilidade civil por danos ambientais</li>



<li>A responsabilidade criminal e o risco transferido ao responsável técnico</li>



<li>Os impactos para ESG e acesso a capital</li>



<li>Os setores que mais sentem as mudanças</li>



<li>Como reduzir o risco de não conformidade</li>
</ul>



<h2 id="h-sancoes-administrativas-o-impacto-mais-imediato" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-6170b4ae6ea531d4f64978544f5c5530" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Sanções administrativas: o impacto mais imediato</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">As sanções administrativas são a primeira camada de consequência para quem opera em desacordo com a lei. São aplicadas pelo próprio órgão ambiental e atingem diretamente a continuidade da operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as principais previstas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Suspensão ou cancelamento de licença</strong> (art. 16 da LGLA) — a empresa pode perder a autorização para operar a qualquer momento.</li>



<li><strong>Embargo de obras e paralisação de atividades</strong> — a operação simplesmente para, com todos os custos que isso implica.</li>



<li><strong>Multas proporcionais ao porte do empreendimento</strong> — quanto maior a operação, maior o valor.</li>



<li><strong>Restrição de acesso a crédito público</strong> — a irregularidade fecha portas de financiamento.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale lembrar que essas sanções se somam ao histórico já consolidado da Lei dos Crimes Ambientais (<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm">art. 75 da Lei nº 9.605/1998</a>), que prevê multas que vão de R$ 50 a R$ 50 milhões por infração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto crítico aqui é o tempo: uma paralisação ou embargo costuma chegar sem aviso prévio para a empresa que está fora da conformidade e raramente há margem para regularizar a situação no curto prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Acompanhe seus prazos antes que eles virem multa.</em></strong><em>&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Na</em><a href="https://onegreen.com.br/"><em> </em><em>Onegreen</em></a><em>, você monitora o status de cada licença, com apoio de alertas automáticos de vencimento e condicionantes, evitando que a sua empresa seja surpreendida por uma suspensão.</em><a href="https://onegreen.com.br/"><em>&nbsp;</em></a></p>



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<h2 id="h-responsabilidade-civil-o-passivo-que-nao-prescreve" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-4cabff716fe4db71105299d9687670a0" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Responsabilidade civil: o passivo que não prescreve</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A responsabilidade civil ambiental funciona de forma diferente da maioria das obrigações jurídicas, o que a torna tão perigosa para o negócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a responsabilidade por danos ambientais é <strong>objetiva</strong>: ou seja, basta comprovar o dano e o nexo com a atividade. <strong>Não é preciso provar culpa.</strong> Se houve degradação, há dever de reparar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros pontos que ampliam a exposição da empresa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Solidariedade com contratados e subcontratados</strong> — a empresa pode responder por danos causados por terceiros ao longo da cadeia.</li>



<li><strong>Passivos que impactam valuation e processos de M&amp;A</strong> — um passivo ambiental mal resolvido derruba o valor da empresa em qualquer negociação.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">E há um detalhe que costuma passar despercebido: <strong>o dever de reparar dano ambiental é imprescritível</strong>, conforme jurisprudência consolidada do STJ (REsp 1.120.117/AC). Na prática, isso significa que danos causados durante uma operação irregular podem ser cobrados <strong>indefinidamente</strong>, mesmo anos depois de a empresa ter regularizado a situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja: regularizar para o futuro não apaga o passivo do período irregular.</p>



<h2 id="h-responsabilidade-criminal-o-risco-que-recai-sobre-o-cpf" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-a8684b1b396121b640387e23b3c07c11" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Responsabilidade criminal: o risco que recai sobre o CPF</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez a mudança de percepção mais importante seja esta: a não conformidade ambiental não atinge apenas o CNPJ da empresa. Ela pode recair sobre as pessoas físicas responsáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A LGLA reforça o que já estava na <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm">Lei nº 9.605/1998 (art. 60)</a>, e os pontos de atenção são claros:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Crime ambiental</strong> com responsabilização penal de gestores e técnicos.</li>



<li><strong>Informações falsas no licenciamento</strong> — especialmente na modalidade autodeclaratória (LAC) — configuram crime de forma imediata.</li>



<li><strong>Risco transferido ao CPF do responsável técnico</strong> — quem assina os estudos e declarações responde pessoalmente.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pena prevista vai de detenção de 6 meses a 2 anos, multa, ou ambas — e pode ser <strong>aumentada até o dobro</strong> quando a atividade exige Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse ponto muda a forma como a conformidade deve ser tratada internamente. Não é mais uma questão &#8220;do jurídico&#8221; ou &#8220;do ambiental&#8221;, mas uma exposição direta dos profissionais que assinam os documentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Garanta rastreabilidade em cada documento e evidência. Com o</em></strong><a href="https://onegreen.com.br/"><strong><em> </em></strong><strong><em>Onegreen</em></strong></a><strong><em>, todo o histórico de condicionantes, laudos e programas ambientais fica centralizado e auditável — protegendo a empresa e os responsáveis técnicos contra falhas de documentação.</em></strong></p>



<h2 id="h-impactos-esg-e-acesso-a-capital" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-0a0ce9e9a6ce427078ee5de032aa390e" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Impactos ESG e acesso a capital</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para além das sanções e responsabilizações, a não conformidade tem um efeito que cresce a cada ano: o fechamento de portas no mercado de capitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conformidade ambiental virou pré-requisito, não diferencial:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Investidores ESG</strong> exigem due diligence ambiental robusta como condição básica para alocar recursos.</li>



<li><strong>Passivos de licenciamento</strong> pesam diretamente nas avaliações em processos de M&amp;A.</li>



<li><strong>BNDES e financiadores internacionais</strong> condicionam a liberação de crédito à regularidade ambiental.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, uma pendência de licenciamento que parecia &#8220;administrativa&#8221; pode inviabilizar uma rodada de captação, travar uma operação de crédito ou derrubar uma negociação de venda.&nbsp;</p>



<h2 id="h-os-setores-que-mais-sentem-as-mudancas" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-0b990db840ecedcfea65db4fef3d27a2" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Os setores que mais sentem as mudanças</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A LGLA não impacta todos os setores da mesma forma. Alguns enfrentam regras mais rígidas e zonas de incerteza:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Mineração</strong> — incluída na LGLA, mas sem dispositivo específico, o que gera insegurança jurídica. A licença autodeclaratória (LAC) é vedada para atividades minerárias, e o procedimento ordinário (LP → LI → LO) é obrigatório, com rigor ainda maior em biomas protegidos.</li>



<li><strong>Energia</strong> — usinas e linhas de transmissão podem ser enquadradas na Licença Ambiental Especial (LAE) como &#8220;estratégicas&#8221;, o que pode sujeitar prazos a decretos políticos.</li>



<li><strong>Petróleo &amp; Gás</strong> — setor de alto impacto, com procedimento ordinário trifásico obrigatório e condicionantes vinculadas ao nexo causal.</li>



<li><strong>Saneamento</strong> — exige EIA apenas em casos excepcionais, com simplificação para obras em sistemas já existentes.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atenção:</strong> empreendimentos próximos a biomas, Terras Indígenas (TIs) ou Unidades de Conservação (UCs) terão <strong>processos mais rigorosos</strong>, com manifestação obrigatória da FUNAI e do IPHAN. Ignorar comunidades em áreas de demarcação pode gerar passivos graves e liminares judiciais.</p>



<h2 id="h-como-reduzir-o-risco-de-nao-conformidade" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-92153cf6658956678bd748e360278a67" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Como reduzir o risco de não conformidade</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria das não conformidades não da <strong>perda de controle</strong>. Prazos que vencem sem aviso, condicionantes esquecidas, documentos espalhados e relatórios montados às pressas na véspera de uma auditoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para empresas com múltiplos empreendimentos e dezenas de condicionantes por licença, manter esse controle por planilhas e e-mails é praticamente impossível sem risco de falha. E, como vimos, <strong>cada falha pode se transformar em multa, embargo, passivo imprescritível ou exposição criminal </strong>de um responsável técnico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A boa notícia é que esse é exatamente o tipo de risco que pode ser estruturado e antecipado.</p>



<h2 id="h-como-a-tecnologia-apoia-a-gestao-do-licenciamento-ambiental" class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-6401207189dc0092fdd4e34ec5f0eda7" style="margin-top:32px;margin-bottom:32px;font-size:28px;font-style:normal;font-weight:500"><strong>Como a tecnologia apoia a gestão do licenciamento ambiental</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão do licenciamento ambiental envolve controle de prazos, armazenamento de documentos, monitoramento de condicionantes, elaboração de relatórios e interlocução com múltiplos órgãos. Em empresas com portfólio diversificado de empreendimentos, a complexidade se multiplica rapidamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Softwares especializados permitem centralizar todas essas informações, automatizar alertas de prazo e produzir relatórios consolidados para a gestão e para auditorias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O<a href="https://onegreen.com.br/"> Onegreen</a>, solução da Ius especializada em licenciamento ambiental, oferece funcionalidades como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>controle de projetos e gestão simultânea de múltiplos empreendimentos</li>



<li>monitoramento do status de cada licença (LP, LI, LO e modalidades alternativas)</li>



<li>alertas automáticos de prazo de condicionantes</li>



<li>vencimento de licenças</li>



<li>cronograma de projetos com marcos críticos</li>



<li>repositório centralizado de documentos</li>



<li>dashboards e relatórios para apoio à tomada de decisão</li>



<li>gestão de não conformidades e auditorias.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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<p>O post <a href="https://onegreen.com.br/nao-conformidade-com-a-lei-no-15-190-2025-quais-os-riscos-para-a-sua-empresa/">Não conformidade com a Lei nº 15.190/2025: quais os riscos para a sua empresa</a> apareceu primeiro em <a href="https://onegreen.com.br">Onegreen</a>.</p>
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