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	<title>Onegreen, Autor em Onegreen</title>
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	<description>Software de Gestão de Licenciamento Ambiental</description>
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		<title>O que esperar da COP30 e por que as novas metas podem mudar seu negócio</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Sep 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A COP30, que acontecerá em novembro de 2025, transformará Belém do Pará no epicentro das discussões globais sobre clima. Mais do que uma conferência técnica, o evento promete influenciar políticas públicas, investimentos e estratégias empresariais em todo o mundo. Os preparativos já revelam os desafios de sediar um encontro dessa magnitude na Amazônia: a cidade [&#8230;]</p>
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<p id="ember1430" class="ember-view reader-text-block__paragraph">A COP30, que acontecerá em novembro de 2025, transformará Belém do Pará no epicentro das discussões globais sobre clima. Mais do que uma conferência técnica, o evento promete influenciar políticas públicas, investimentos e estratégias empresariais em todo o mundo.</p>
<p id="ember1431" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Os preparativos já revelam os desafios de sediar um encontro dessa magnitude na Amazônia: a cidade enfrenta um déficit de hospedagem, o que elevou os preços a níveis inéditos. Para evitar que delegações de países em desenvolvimento fiquem de fora, a ONU ampliou o valor diário destinado a subsídios de estadia, e recomendações oficiais pedem que equipes sejam mais enxutas.</p>
<p id="ember1432" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Enquanto isso, o governo brasileiro mantém a posição de que os custos da organização já são elevados, descartando um subsídio mais amplo para hotéis.</p>
<p id="ember1433" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Nos bastidores, cresce também a pressão para que as nações apresentem <strong>NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas)</strong>mais ambiciosas antes do encontro. A ONU quer que os compromissos para 2030 sejam fortalecidos e que surjam metas de médio prazo, mirando 2035.</p>
<p id="ember1434" class="ember-view reader-text-block__paragraph">O Brasil, anfitrião da conferência, sugere inovar ao ampliar o escopo das metas, permitindo que governos locais e empresas assumam compromissos formais – um movimento que pode criar novas oportunidades de financiamento, mas também expor companhias a cobranças por resultados concretos.</p>
<p id="ember1435" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Para o setor privado, o cenário é claro: a COP30 será mais do que um palco de discursos. A conferência tende a consolidar regras mais duras de emissões, estimular incentivos fiscais para tecnologias limpas e reforçar a atenção de investidores sobre o alinhamento das empresas às metas climáticas.</p>
<p id="ember1436" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Modelos de negócios baseados em carbono ou cadeias produtivas intensivas em emissões precisarão acelerar planos de transição para manter competitividade e reputação.</p>
<p id="ember1437" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Os próximos meses dirão se os países apresentarão metas revisadas à altura da urgência climática e se o papel de atores não estatais será incorporado formalmente. Também será decisivo observar se a logística em Belém permitirá participação ampla de delegações, ONGs e sociedade civil, garantindo legitimidade ao processo.</p>
<p id="ember1438" class="ember-view reader-text-block__paragraph">A COP30 pode ser o momento em que o discurso sobre sustentabilidade se traduz, de fato, em exigências econômicas, regulatórias e reputacionais. Para empresas, antecipar riscos, inovar e comunicar compromissos claros será essencial para navegar no cenário pós-Belém.</p>
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		<title>Por que 2025 será um ano decisivo para o licenciamento ambiental?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Onegreen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Aug 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos anos, o licenciamento ambiental passou por uma verdadeira transformação. A digitalização, a pressão por transparência e a integração com relatórios ESG fizeram com que esse processo, antes visto como burocrático, passasse a ser reconhecido como estratégico para a sustentabilidade e a reputação das empresas. Em 2025, a tendência é de aceleração dessas mudanças, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p id="ember722" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Nos últimos anos, o licenciamento ambiental passou por uma verdadeira transformação. A digitalização, a pressão por transparência e a integração com relatórios ESG fizeram com que esse processo, antes visto como burocrático, passasse a ser reconhecido como <strong>estratégico para a sustentabilidade e a reputação das empresas</strong>.</p>
<p id="ember723" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Em 2025, a tendência é de aceleração dessas mudanças, com <strong>novas regras, ferramentas tecnológicas e maior rigor regulatório</strong>. Empresas que se anteciparem terão não só mais segurança jurídica, como também <strong>vantagem competitiva</strong>.</p>

<h3 id="ember724" class="ember-view reader-text-block__heading-3">1. Fiscalização mais rigorosa e baseada em dados</h3>
<p id="ember725" class="ember-view reader-text-block__paragraph">A atuação dos órgãos ambientais deve se tornar ainda mais intensa, apoiada pelo uso de <strong>plataformas digitais de monitoramento</strong>. Isso significa menos espaço para descumprimentos de condicionantes e maior possibilidade de auditorias preventivas.   Em outras palavras, não basta “ter” a licença: será cada vez mais necessário <strong>demonstrar evidências em tempo real</strong> de que todas as exigências estão sendo cumpridas.</p>

<h3 id="ember726" class="ember-view reader-text-block__heading-3">2. Digitalização total dos processos</h3>
<p id="ember727" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Enquanto alguns estados ainda mantêm fluxos híbridos (papel + digital), a previsão é de que 2025 consolide a <strong>migração para sistemas 100% eletrônicos</strong>. Isso trará mais transparência, agilidade e padronização, mas também exigirá das empresas <strong>organização interna e dados bem estruturados</strong>.</p>

<h3 id="ember728" class="ember-view reader-text-block__heading-3">3. ESG como aliado (e pressão adicional)</h3>
<p id="ember729" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Se antes o licenciamento era tratado isoladamente, agora ele se conecta diretamente às métricas de <strong>ESG (Environmental, Social and Governance)</strong>. O não cumprimento de condicionantes pode gerar impacto direto na <strong>imagem corporativa e na atração de investimentos</strong>, já que investidores estão cada vez mais atentos às práticas ambientais.</p>

<h3 id="ember730" class="ember-view reader-text-block__heading-3">4. Mudanças regulatórias no horizonte</h3>
<p id="ember731" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Entre as propostas que devem avançar em 2025, destacam-se:</p>

<ul>
 	<li>Revisão dos prazos de validade das licenças, com maior flexibilização para atividades de baixo impacto.</li>
 	<li>Exigência de <strong>planos de mitigação climática</strong> vinculados ao processo de licenciamento.</li>
 	<li>Ampliação de mecanismos de participação social em audiências públicas.</li>
</ul>
<p id="ember733" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Essas mudanças reforçam a necessidade de <strong>acompanhar de perto o cenário legislativo</strong> para evitar surpresas.</p>

<h3 id="ember734" class="ember-view reader-text-block__heading-3">5. Tecnologia, IA e Big Data</h3>
<p id="ember735" class="ember-view reader-text-block__paragraph">A inteligência artificial já começa a ser utilizada por órgãos ambientais e empresas para:</p>

<ul>
 	<li>Processar grandes volumes de informações ambientais;</li>
 	<li>Prever riscos e impactos de atividades;</li>
 	<li>Automatizar etapas repetitivas de análise.</li>
</ul>
<p id="ember737" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Para as empresas, isso significa a necessidade de <strong>alimentar sistemas com dados consistentes e de qualidade</strong>, a fim de responder de forma mais ágil às demandas regulatórias.</p>

<h3 id="ember738" class="ember-view reader-text-block__heading-3">Como sua empresa pode se preparar?</h3>
<ul>
 	<li><strong>Automatize</strong>: centralize licenças e condicionantes em um sistema único de gestão.</li>
 	<li><strong>Monitore prazos preventivamente</strong>: evite multas e embargos mantendo alertas ativos.</li>
 	<li><strong>Atualize a equipe</strong>: invista em capacitação contínua sobre normas ambientais e tendências ESG.</li>
 	<li><strong>Adapte-se à tecnologia</strong>: prepare-se para integrar dados e relatórios em plataformas digitais e inteligentes.</li>
</ul>
<p id="ember740" class="ember-view reader-text-block__paragraph">O licenciamento ambiental em 2025 será mais que uma obrigação: será um <strong>indicador de maturidade e responsabilidade corporativa</strong>. As empresas que enxergarem esse processo como parte essencial da sua estratégia de governança estarão mais bem posicionadas para crescer de forma sustentável e conquistar a confiança do mercado.</p>


<hr class="reader-divider-block__horizontal-rule" />
<p id="ember741" class="ember-view reader-text-block__paragraph">E você, como acredita que essas mudanças vão impactar o seu setor?</p>
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		<title>O Capital Natural e a Nova Contabilidade Ambiental: Por Que a Natureza Está no Balanço da sua Empresa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Onegreen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para a maioria das empresas, um balanço patrimonial tradicional lista ativos tangíveis como fábricas, equipamentos e estoques, e ativos intangíveis como marcas e patentes. Mas e se eu dissesse que os rios que fornecem água para a produção, as florestas que purificam o ar e a biodiversidade que garante a polinização são ativos de valor [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p id="ember964" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Para a maioria das empresas, um balanço patrimonial tradicional lista ativos tangíveis como fábricas, equipamentos e estoques, e ativos intangíveis como marcas e patentes. Mas e se eu dissesse que os rios que fornecem água para a produção, as florestas que purificam o ar e a biodiversidade que garante a polinização são ativos de valor incalculável, que deveriam estar na sua contabilidade?</p>
<p id="ember965" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Este é o conceito de <strong>Capital Natural</strong>, e ele está revolucionando a forma como empresas, investidores e governos enxergam a relação entre economia e meio ambiente.</p>

<h4 id="ember966" class="ember-view reader-text-block__heading-3">O que é Capital Natural?</h4>
<p id="ember967" class="ember-view reader-text-block__paragraph">O Capital Natural refere-se aos estoques de recursos naturais que geram um fluxo de bens e serviços essenciais para a humanidade. Pense em:</p>

<ul>
 	<li><strong>Recursos Renováveis:</strong> Água, florestas, peixes.</li>
 	<li><strong>Recursos Não Renováveis:</strong> Minerais, combustíveis fósseis.</li>
 	<li><strong>Serviços Ecossistêmicos:</strong> A polinização de lavouras por abelhas, a purificação da água por manguezais, a regulação do clima pelas florestas.</li>
</ul>
<p id="ember969" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Por muito tempo, esses serviços foram considerados &#8220;gratuitos&#8221; ou de &#8220;uso ilimitado&#8221;, uma falha gigantesca que agora estamos corrigindo. A degradação do capital natural se traduz em riscos diretos para o negócio: escassez de água, interrupção na cadeia de suprimentos, aumento de custos e danos à reputação.</p>

<h4 id="ember970" class="ember-view reader-text-block__heading-3">Da Teoria à Prática: Como Quantificar o Impacto?</h4>
<p id="ember971" class="ember-view reader-text-block__paragraph">O grande desafio sempre foi: como quantificar o impacto de uma empresa no capital natural de forma padronizada?</p>
<p id="ember972" class="ember-view reader-text-block__paragraph">É aqui que entram novos frameworks de contabilidade ambiental. Organizações globais estão desenvolvendo métodos para que as empresas possam medir e relatar sua dependência e seus impactos na natureza. Um dos mais importantes é o <strong>Taskforce on Nature-related Financial Disclosures (TNFD)</strong>.</p>
<p id="ember973" class="ember-view reader-text-block__paragraph">O TNFD, inspirado no sucesso do TCFD (para riscos climáticos), oferece um framework robusto para que as empresas:</p>

<ol>
 	<li><strong>Avaliem seus riscos e oportunidades</strong> relacionados à natureza.</li>
 	<li><strong>Identifiquem os impactos</strong> de suas operações na biodiversidade e nos ecossistemas.</li>
 	<li><strong>Relatem essas informações</strong> de forma transparente para investidores, reguladores e outras partes interessadas.</li>
</ol>
<p id="ember975" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Essa abordagem permite que a natureza deixe de ser um &#8220;custo externo&#8221; e se torne um fator central na gestão de riscos e na tomada de decisões estratégicas.</p>

<h4 id="ember976" class="ember-view reader-text-block__heading-3">Por que os Investidores Estão de Olho no Capital Natural?</h4>
<p id="ember977" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Os investidores já entenderam que a sustentabilidade não é apenas uma questão de responsabilidade social, mas de <strong>risco financeiro</strong>. A degradação ambiental pode:</p>

<ul>
 	<li><strong>Aumentar custos operacionais:</strong> Escassez de água, por exemplo, eleva os custos de produção.</li>
 	<li><strong>Gerar riscos regulatórios:</strong> Novas leis de proteção ambiental podem penalizar empresas com alto impacto.</li>
 	<li><strong>Atingir a reputação:</strong> Consumidores e a opinião pública reagem negativamente a danos ambientais.</li>
 	<li><strong>Reduzir o valor de ativos:</strong> A poluição pode desvalorizar terras e propriedades.</li>
</ul>
<p id="ember979" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Ao adotar frameworks como o TNFD, as empresas demonstram proatividade e solidez, atraindo capital de investidores que buscam resiliência a longo prazo. O Capital Natural é, portanto, o novo pilar da agenda ESG, e ignorá-lo significa ignorar uma parcela crescente e crítica do mercado financeiro.</p>
<p id="ember980" class="ember-view reader-text-block__paragraph">O futuro dos negócios não é apenas sobre o que está no balanço, mas sobre como as empresas se relacionam com o planeta que as sustenta. É hora de trazer a natureza para a mesa de decisões.</p>
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		<item>
		<title>Subcomitê-executivo do CIM aprova Estratégia Nacional de Adaptação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Onegreen]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jul 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aprovação representa mais um passo importante rumo à consolidação do Plano Clima, que vai orientar as políticas para redução de impactos climáticos no Brasil O Subcomitê executivo do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) cumpriu mais uma etapa de consolidação do Plano Clima, principal instrumento da política climática nacional, ao aprovar na reunião desta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h5>Aprovação representa mais um passo importante rumo à consolidação do Plano Clima, que vai orientar as políticas para redução de impactos climáticos no Brasil</h5>
<div id="viewlet-above-content-body" style="margin: 24px 0px 0px; padding: 0px; box-sizing: border-box; border-width: 1px 0px 0px; border-image: initial; vertical-align: baseline; position: relative; color: #555555; font-family: rawline, helvetica, arial, sans-serif; border-color: rgba(0, 0, 0, 0.1) initial initial initial; border-style: solid initial initial initial;">

O Subcomitê executivo do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) cumpriu mais uma etapa de consolidação do Plano Clima, principal instrumento da política climática nacional, ao aprovar na reunião desta quinta-feira (24/7) a íntegra da Estratégia Nacional de Adaptação. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) coordena o colegiado.

O documento, juntamente com a Estratégia Nacional de Mitigação, compõe a normativa que tornará possível ao país cumprir os compromissos apresentados na NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) até 2035, junto ao Acordo de Paris. A Estratégia Nacional de Adaptação traz as diretrizes para os 16 planos setoriais e temáticos, a serem validados na próxima reunião do Subcomitê, em setembro.

“Estamos na reta final da elaboração do Plano Clima Adaptação, processo que contou com o engajamento de 25 ministérios e a participação de governos subnacionais, setor privado e uma diversidade de segmentos da sociedade civil, de maneira a estruturar políticas que pretendem ampliar a resiliência do país às mudanças climáticas”, disse a diretora do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima, da Secretaria Nacional de Mudança do Clima do MMA, Inamara Mélo.

A <a class="external-link" href="https://www.gov.br/mma/pt-br/composicao/smc/plano-clima/plano-clima-adaptacao" target="_blank" rel="noopener" data-tippreview-enabled="true" data-tippreview-image="" data-tippreview-title="" data-tippy="">Estratégia Nacional de Adaptação</a> recebeu 906 contribuições no processo de consulta pública, das quais 27% foram aproveitadas integralmente e outras 23% parcialmente. A diretora frisou que os ministérios envolvidos na elaboração da Estratégia, coordenada pelo MMA, apresentaram ainda outras 330 contribuições de conteúdo ao longo do processo de debates.

O documento apresenta um diagnóstico sobre os impactos já observados e as projeções para a mudança do clima no Brasil. Além disso, traz nove objetivos nacionais de adaptação e 13 diretrizes que vão desde o compromisso do país com a promoção do desenvolvimento sustentável até o fortalecimento da justiça climática com base em gênero, raça, idade, classe social, origem geográfica, entre outros fatores. A primeira versão, como lembrou Mélo, foi elaborada ainda em 2023 e foi atualizada devido aos últimos desastres climáticos enfrentados pelo Brasil no ano passado.

Também são diretrizes da Estratégia Nacional de Adaptação a governança multinível e transversal, considerando as especificidades territoriais, a promoção da transparência nos processos participativos, a adoção do melhor conhecimento disponível com base na ciência, nas boas práticas setoriais e da sociedade e nos conhecimentos tradicionais, entre outras.

Depois da validada, a Estratégia seguirá para a aprovação final no plenário do CIM. A expectativa é de que tanto a Estratégia Nacional de Adaptação e seus 16 planos setoriais quanto a Estratégia Nacional de Mitigação e seus sete planos setoriais sejam lançados na primeira quinzena de outubro, antes da realização da COP30.

“É um documento robusto, atento às necessidades de o país reduzir as vulnerabilidades socioambientais. Ele servirá de guia para o delineamento e a implementação de ações de adaptação à mudança do clima nos níveis federal, estadual e municipal”, completou Mélo.

</div>
<div></div>
<div>Fonte: <a href="https://www.gov.br/mma/pt-br/noticias/subcomite-executivo-do-cim-aprova-estrategia-nacional-de-adaptacao">GOV.BR</a></div>
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		<title>Câmara aprova projeto que altera regras de licenciamento ambiental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Onegreen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quinta-feira (17), o projeto de lei que estabelece regras gerais de licenciamento ambiental. A proposta também cria novos tipos de licença, como para empreendimentos estratégicos e de adesão por compromisso com procedimentos simplificados e prazos menores para análise. O texto será enviado à sanção presidencial. O substitutivo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quinta-feira (17), o projeto de lei que estabelece regras gerais de licenciamento ambiental. A proposta também cria novos tipos de licença, como para empreendimentos estratégicos e de adesão por compromisso com procedimentos simplificados e prazos menores para análise. O texto será enviado à sanção presidencial.

O <span id="4098" class="termoGlossario" title="" contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top" data-original-title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original.">substitutivo</span> aprovado pela Câmara dos Deputados incorpora 29 emendas do Senado ao Projeto de Lei 2159/21, com parecer favorável do relator, deputado Zé Vitor (PL-MG).

Ele afirmou que as emendas do Senado contribuem para estabelecer regras claras e objetivas para o licenciamento ambiental. &#8220;Após amplo debate com todos os setores interessados que buscaram um diálogo construtivo em prol de um texto equilibrado e que contribua com o desenvolvimento sustentável do País, o projeto se mostra apto&#8221;, disse.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o relator da proposta atendeu cerca de 70% das demandas do governo. Segundo ele, houve negociação até o último momento e buscou-se negociar com o governo para construir uma convergência de um projeto bom para o País. &#8220;A primeira a ser visitada pelo deputado Zé Vitor foi a ministra [do Meio Ambiente] Marina Silva&#8221;, disse Motta.

<strong>Licença Ambiental Especial</strong>
Uma das emendas aprovadas cria um novo tipo de licenciamento ambiental, chamado de Licença Ambiental Especial (LAE), que poderá ser concedida mesmo se o empreendimento for efetiva ou potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente.

Esse tipo de licença poderá ser usada para atividades ou empreendimentos considerados estratégicos pelo Conselho de Governo, órgão de assessoramento do presidente da República quanto à política ambiental.

A definição das prioridades será bianual, e uma equipe técnica deverá se dedicar permanentemente à função.

Com prazo de 12 meses para conclusão da análise e decisão sobre o pedido de licença, a LAE terá prazo de validade de 5 a 10 anos, e a autoridade licenciadora dará prioridade à análise e decisão dos pedidos de LAE em detrimento de outras licenças.

Segundo o texto, a análise da LAE deverá ocorrer em uma única fase, e a autoridade licenciadora poderá solicitar informações adicionais uma única vez.

Outros órgãos que precisem emitir licenças deverão dar prioridade à emissão de anuências, licenças, autorizações, certidões, outorgas e demais documentos necessários em qualquer esfera administrativa.

<strong>Mineração</strong>
Quanto à mineração de grande porte e/ou alto risco, com aprovação de emenda dos senadores, não serão mais observadas normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) até lei específica tratar do tema.

<strong>Licença por adesão</strong>
Um licenciamento ambiental simplificado por adesão e compromisso (LAC) poderá ser pedido pelo interessado sem necessidade de estudos de impacto.

Cada ente federativo, conforme a competência concorrente de licenciamento ambiental, definirá quais atividades de pequeno ou médio porte e baixo ou médio potencial poluidor poderão usar a LAC, cuja vigência será de 5 a 10 anos.

O uso dessa licença poderá ocorrer se forem atendidas, de forma cumulativa, certas condições, como conhecimento prévio das características gerais da região e de como se darão a instalação e a operação da atividade, os impactos ambientais do tipo de empreendimento e as medidas de controle ambiental necessárias.
Além disso, a intervenção não poderá derrubar vegetação se isso depender de autorização ambiental.

Para obter a licença, o empreendedor deverá apresentar o Relatório de Caracterização do Empreendimento (RCE), mas devido a emenda aprovada a análise por amostragem dessas informações será facultativa em vez de obrigatória. Já as vistorias por amostragem no local passam a ser anuais para conferir a regularidade de atividades autorizadas por meio da LAC.

A LAC poderá ser utilizada para serviços e obras de duplicação de rodovias ou pavimentação naquelas já existentes ou em faixas de domínio; e ampliação e instalação de linhas de transmissão nas faixas de domínio.

Entretanto, outra emenda aprovada incluiu em trecho diferente do texto dispositivo que dispensa de licenciamento ambiental serviços e obras de manutenção e melhoramento de infraestrutura em instalações existentes ou em faixas de domínio e de servidão, incluídas rodovias anteriormente pavimentadas e dragagens de manutenção.

<strong>Autoridades envolvidas</strong>
Uma das emendas aprovadas retira de outras autoridades envolvidas no licenciamento ambiental o poder de definir os tipos de atividades ou empreendimentos de cujos licenciamentos deverão participar.

Isso envolve órgãos que devem se manifestar sobre impactos em terras indígenas (Funai) ou quilombolas (Ministério da Igualdade Racial), sobre o patrimônio cultural acautelado (Iphan) ou sobre as unidades de conservação da natureza (ICMBio).

No entanto, o prazo total de prorrogação para que as entidades envolvidas no licenciamento ambiental apresentem seu parecer passa de 10 para 15 dias a mais do prazo padrão de 30 dias. Essa prorrogação precisará de justificativa.

Como o novo texto, a manifestação dessas autoridades deverá ser considerada pela autoridade licenciadora apenas se apresentada no prazo fixado.

Ao mesmo tempo, autoridade ambiental licenciadora não precisará mais avaliar e decidir motivadamente sobre a justificativa da autoridade envolvida quanto ao impacto do empreendimento.

Sobre terras indígenas, por exemplo, o projeto permite a manifestação da Funai apenas sobre aquelas com demarcação já homologada.

Nota técnica da organização não governamental Instituto Socioambiental (ISA) indica que há pelo menos 259 terras indígenas em processo de demarcação (equivalente a 32% da área total desse tipo de terra) que ficariam de fora da análise por ainda não estarem homologadas.

<strong>Maior impacto</strong>
Quando o empreendimento ou atividade sob licenciamento tiver de apresentar Estudo de Impacto Ambiental (EIA) ou Relatório de Impacto Ambiental (Rima), as outras autoridades envolvidas deverão se manifestar em 90 dias, prorrogáveis por mais 30 dias, caso houver nas proximidades:
<ul>
 	<li>terras indígenas com demarcação homologada;</li>
 	<li>área interditada em razão da presença de indígenas isolados;</li>
 	<li>áreas tituladas de remanescentes das comunidades dos quilombos;</li>
 	<li>bens culturais ou tombados; ou</li>
 	<li>unidades de conservação, exceto áreas de proteção ambiental (APA).</li>
</ul>
As condicionantes para o funcionamento do empreendimento (uma usina hidrelétrica, por exemplo), tais como proteção ambiental de determinadas áreas ou realocação de pessoas afetadas (pela barragem, por exemplo), deverão ser fiscalizadas pelo próprio órgão consultado.

<strong>Termo de referência</strong>
Para atividades e empreendimentos que dependam apenas de um termo de referência, com estudos menos complexos, a participação de outros órgãos dependerá de as terras, bens tombados ou unidades de conservação estarem próximos do local da intervenção no meio ambiente.

A distância depende ainda do tipo de empreendimento. Assim, por exemplo, na Amazônia, haverá consulta se a distância for de até 8 km para implantação de ferrovias, portos, hidrelétricas sem reservatório e mineração. Em outros biomas, a distância será de 5 km para esses casos, exceto ferrovias (3 km).

<strong>Produção indígena</strong>
Esses órgãos e a autoridade ambiental poderão cooperar para disciplinar procedimentos específicos para licenciamentos cujos empreendedores sejam indígenas ou quilombolas quando as atividades forem realizadas dentro de suas respectivas terras.

<strong>Unidades de conservação</strong>
Quando o empreendimento afetar unidade de conservação específica ou sua zona de amortecimento, o licenciamento não precisará mais da autorização do órgão responsável por sua administração (no caso federal, o ICMBio).

<strong>Ibama X órgãos estaduais</strong>
Outra mudança feita pelos senadores e acatada pela Câmara determina que, se órgãos ambientais fiscalizarem atividades sob licença não expedida por eles, deverão apenas comunicar ao órgão licenciador as medidas para evitar a degradação ambiental verificada em autuação.

O órgão licenciador poderá inclusive decidir que não houve infração, o que tornaria sem efeito as multas aplicadas por aquele órgão que fiscalizou.

Assim, por exemplo, quando o Ibama (órgão ambiental federal) fiscalizar e multar empreendimento licenciado por órgão ambiental estadual, o texto prevê que sempre a versão deste último prevalecerá.

Quanto ao processo administrativo, em vez da lei federal serão aplicadas subsidiariamente as leis dos outros entes federativos sobre o assunto.

<strong>Mata Atlântica</strong>
Na lei de preservação da Mata Atlântica (Lei 11.428/06), emenda dos senadores aprovada exclui a necessidade de autorização do órgão ambiental estadual para o desmatamento de vegetação desse bioma se ela for primária ou secundária em estágio avançado de regeneração.

Exclui ainda a necessidade de autorização de órgão ambiental municipal para desmatamento de vegetação em estágio médio de regeneração desde que o município possua conselho de meio ambiente.

<strong>Renovação automática</strong>
O texto permite ainda a renovação automática da licença ambiental por igual período a partir de declaração on-line do empreendedor na qual ele ateste o atendimento da legislação ambiental e das características e porte do empreendimento e das condicionantes ambientais aplicáveis.

Isso será válido para empreendimentos de baixo ou médio potencial poluidor e de pequeno ou médio porte.

Um relatório assinado por profissional habilitado deverá ser apresentado para atestar o atendimento das condicionantes ambientais.

Em relação a qualquer tipo de licença, se o requerimento for apresentado com antecedência mínima de 120 dias do fim da licença original, o prazo de validade será automaticamente prorrogado até a manifestação definitiva da autoridade licenciadora.

<strong>Recursos humanos</strong>
A Câmara aprovou ainda emenda excluindo dispositivo que determinava aos órgãos de licenciamento ambiental e às autoridades envolvidas a apresentação de um relatório sobre os recursos humanos necessários ao cumprimento da lei de licenciamento.

O Poder Executivo deveria dar resposta sobre o atendimento ou não das carências relatadas.

Fonte: <a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1181164-camara-aprova-projeto-que-altera-regras-de-licenciamento-ambiental/">Agência Câmara de Notícias</a>
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		<title>Certificações Ambientais: Diferencial Competitivo ou Burocracia a Mais?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Onegreen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jul 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um mercado cada vez mais exigente, onde consumidores, investidores e parceiros avaliam não apenas o que uma empresa entrega, mas como ela opera, as certificações ambientais deixaram de ser apenas selos de conformidade. Hoje, elas são ativos estratégicos que reforçam a reputação, abrem novos mercados e garantem vantagem competitiva. Mas, afinal, quais certificações realmente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
Em um mercado cada vez mais exigente, onde consumidores, investidores e parceiros avaliam não apenas o que uma empresa entrega, mas <strong>como</strong> ela opera, as <strong>certificações ambientais</strong> deixaram de ser apenas selos de conformidade. Hoje, elas são <strong>ativos estratégicos</strong> que reforçam a reputação, abrem novos mercados e garantem vantagem competitiva.

Mas, afinal, <strong>quais certificações realmente fazem a diferença? E por que elas importam tanto?</strong>

<strong>O que são certificações ambientais?</strong>

São reconhecimentos oficiais – nacionais ou internacionais – que atestam que uma empresa, produto ou serviço segue boas práticas ambientais, de acordo com normas previamente estabelecidas. Elas variam de acordo com o setor, abrangência e critérios avaliados.

<strong>Principais certificações ambientais no Brasil e no mundo:</strong>
<ul>
 	<li><strong>ISO 14001:</strong> Certificação internacional para Sistemas de Gestão Ambiental.</li>
 	<li><strong>Selo Verde (Instituto Chico Mendes):</strong> Avalia sustentabilidade corporativa e responsabilidade ambiental.</li>
 	<li><strong>FSC (Forest Stewardship Council):</strong> Focado em produtos florestais sustentáveis (ex: papel, madeira).</li>
 	<li><strong>LEED (Leadership in Energy and Environmental Design):</strong> Certificação para construções sustentáveis.</li>
 	<li><strong>I-REC:</strong> Energia renovável rastreada por certificados.</li>
 	<li><strong>ABNT Sustentável:</strong> Para produtos com menor impacto ambiental em seu ciclo de vida.</li>
</ul>
<strong>Por que investir em certificações ambientais?</strong>
<ol>
 	<li><strong> Reputação e imagem da marca</strong></li>
</ol>
Empresas certificadas transmitem compromisso com o meio ambiente, ganhando credibilidade diante do público e diferenciação no mercado.
<ol start="2">
 	<li><strong> Acesso a novos mercados</strong></li>
</ol>
Muitos editais, licitações e contratos exigem ou priorizam empresas com certificações ambientais. Sem elas, sua empresa pode nem entrar na disputa.
<ol start="3">
 	<li><strong> Eficiência operacional</strong></li>
</ol>
O processo de certificação exige mapeamento de processos, redução de desperdícios e melhorias contínuas – o que se traduz em economia a longo prazo.
<ol start="4">
 	<li><strong> Conformidade legal e redução de riscos</strong></li>
</ol>
Estar certificado ajuda a manter a empresa em conformidade com legislações ambientais, reduzindo riscos de multas e sanções.
<ol start="5">
 	<li><strong> Atração de investidores e parcerias</strong></li>
</ol>
Critérios ESG estão no radar de investidores. Certificações ambientais fortalecem o pilar ambiental do ESG e atraem olhares estratégicos.

<strong>Vale mesmo o investimento?</strong>

Sim – se for alinhado com a realidade e os objetivos da sua empresa. O ideal é escolher certificações que façam sentido para o seu setor, seu porte e seu mercado-alvo. Mais do que conquistar um selo, o importante é integrar a <strong>sustentabilidade à cultura organizacional</strong>.

<strong>Dica prática:</strong>

Avalie o estágio atual da sua gestão ambiental e procure apoio especializado. Softwares voltados para o gerenciamento dos seus processos de licenças e condicionantes ambientais podem ajudar a organizar processos, controlar condicionantes e preparar sua empresa para uma futura certificação.

<strong>Sua empresa já tem alguma certificação ambiental? Como foi esse processo?</strong>

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		<title>Brasil e ONU apresentam Balanço Ético Global, um chamado mundial à ação climática rumo à COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Onegreen]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Centro de um dos círculos de liderança da Conferência do Clima de Belém, iniciativa é liderada pelo presidente Lula e pelo secretário-geral da ONU, António Guterres Ogoverno do Brasil, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Presidência da COP30 apresentaram, nesta terça-feira (17/6), o Balanço Ético Global (BEG), um chamado mundial à ação climática [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="documentDescription">Centro de um dos círculos de liderança da Conferência do Clima de Belém, iniciativa é liderada pelo presidente Lula e pelo secretário-geral da ONU, António Guterres</h4>
<div id="viewlet-above-content-body">
<p style="font-weight: 400;">Ogoverno do Brasil, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Presidência da COP30 apresentaram, nesta terça-feira (17/6), o Balanço Ético Global (BEG), um chamado mundial à ação climática rumo à Conferência do Clima que ocorre em Belém (PA) em novembro sob a liderança brasileira.</p>
<p style="font-weight: 400;">Inspirado no processo do primeiro Balanço Global do Acordo de Paris, que avaliou, em 2023, os avanços e desafios para a implementação do tratado climático, o Balanço Ético Global busca complementar as avaliações técnicas com reflexões sobre as implicações éticas relacionadas às negociações climáticas.</p>
<p style="font-weight: 400;">Servem de base para o processo as evidências científicas mais sólidas e recentes produzidas pela academia e pelos povos indígenas e comunidades tradicionais, bem como as necessidades das populações de cada país na construção de novos paradigmas de desenvolvimento, alinhados à meta do Acordo de Paris de limitar o aquecimento médio do planeta a 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais.</p>
<p style="font-weight: 400;">Centro de um dos quatro círculos de liderança da COP30 e conduzida pelo presidente Luíz Inácio Lula da Silva e pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, a iniciativa integra o “mutirão” proposto pela presidência da COP30, uma mobilização global para impulsionar a ação e ambição climáticas.</p>
<p style="font-weight: 400;">Participaram do briefing de apresentação do Balanço Ético Global a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; o presidente da COP30, Embaixador André Corrêa do Lago; o Assessor Especial do Secretário-Geral da ONU para Ação Climática e Transição Justa, Selwin Hart; o Embaixador do Brasil no Reino Unido, Antônio Patriota; e as co-organizadoras dos Diálogos da África, Wanjira Mathai, da Europa, Mary Robinson, e da América do Norte, Karenna Gore.</p>
<p style="font-weight: 400;">“O Balanço Ético Global nada mais é do que trazer a dimensão da ética para dar suporte às decisões políticas e aos encaminhamentos técnicos, porque só ela será capaz de nos atravessar para conferir o sentido de urgência dos problemas que estamos enfrentando”, destacou Marina. “Costumo dizer que já temos praticamente todas as respostas técnicas para fazer o enfrentamento à mudança do clima e à perda de biodiversidade e, por que não dizer, aos problemas sociais graves. Precisamos do necessário compromisso ético para colocar nossa técnica e acelerar nossas decisões políticas com o objetivo de que façamos aquilo que, inclusive, já concordamos em fazer.”</p>
<p style="font-weight: 400;">“Esse esforço será crítico. Neste ano, os países devem apresentar seus novos planos climáticos nacionais, as NDCs, como são conhecidas, no contexto do Acordo de Paris. É imperativo que esses planos reflitam totalmente os princípios destacados no Balanço Global e os elementos da justiça e equidade. É fundamental que o Balanço Ético Global e os encontros que ocorrerão ao longo das próximas semanas informem como essas NDCs devem ser e como serão implementadas”, afirmou Selwin Hart.</p>
<p style="font-weight: 400;">“Essa inovadora abordagem traz uma nova dimensão ética, após 10 anos de Paris, com a necessidade de incluir em nossas discussões o fato de que as mudanças tecnológica, econômica e do clima nos obrigam a reivindicar o comportamento humano neste planeta e o comportamento humano entre os humanos. Esse debate reunirá pessoas fascinantes, que chamarão nossa atenção aos esforços que precisam ser feitos para o cumprimento das medidas necessárias ao combate à mudança do clima”, enfatizou André Corrêa do Lago.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong>Conceito e metodologia</strong></b></p>
<p style="font-weight: 400;">O objetivo é que as discussões levantadas pelo Balanço Ético Global contribuam para alinhar o arcabouço e os processos de negociação da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em ingês) à missão urgente de implementar os acordos climáticos firmados na última década.</p>
<p style="font-weight: 400;">Sobretudo, as decisões reunidas no Consenso dos Emirados Árabes Unidos, lastreadas no primeiro Balanço Global do Acordo de Paris, com foco na meta do 1,5ºC: triplicar a capacidade das energias renováveis, dobrar sua eficiência energética e promover a transição para o fim do uso de combustíveis fósseis e do desmatamento.</p>
<p style="font-weight: 400;">Além disso, o BEG busca estimular uma transformação ecológica e uma transição justa na produção e no consumo e mobilizar o financiamento climático anual no valor de US$ 1,3 trilhão para apoiar países em desenvolvimento no planejamento e execução de suas próprias transições.</p>
<p style="font-weight: 400;">No coração da iniciativa, está a percepção de que nenhuma solução técnica pode ser verdadeiramente eficaz sem uma mudança de comportamentos e trajetórias coletivas. O BEG se propõe a facilitar o fortalecimento de valores culturais que orientem para a transformação ecológica, necessária para o futuro da humanidade no planeta frente à crise climática.</p>
<p style="font-weight: 400;">O Balanço Ético Global será composto por seis Diálogos Regionais envolvendo a sociedade civil de diferentes partes do mundo: América do Norte, América Latina e Caribe, África, Europa, Ásia e Oceania. O primeiro deles ocorre durante a Semana Climática de Londres, que será realizada de 21 a 29 de junho.</p>
<p style="font-weight: 400;">Os encontros reunirão líderes religiosos, artistas, representantes de povos indígenas, comunidades locais e afrodescendentes, jovens, cientistas, empresários, mulheres, formuladores de políticas públicas e ativistas. Os participantes serão selecionados para refletir a diversidade de identidades, geografias, setores e visões de mundo.</p>
<p style="font-weight: 400;">Em cada região, um coorganizador ajudará a promover e articular os princípios, objetivos, processos e resultados do BEG. Wanjira Mathai, Mary Robinson e Karenna Gore serão as coorganizadoras para os Diálogos da África, da Europa e da América do Norte, respectivamente.</p>
<p style="font-weight: 400;">“Estou muito honrada em coorganizar os Diálogo da Europa, o primeiro de todos”, declarou Mary Robinson. “Esse é o valor do Balanço Ético Global: acontecerá de maneiras diferentes em cada região e será muito diverso. Levará aos líderes uma mensagem centrada na humanidade e urgente, que espero que eles escutem”, pontuou, no briefing, Mary Robinson.</p>
<p style="font-weight: 400;">“Nossos esforços globais têm sido baseados na ciência e em políticas públicas, mas frequentemente menosprezam a claridade moral e a imaginação ética que este momento demanda. O Balanço Ético Global pode mudar isso, colocando humanidade, equidade e justiça no centro do discurso climático. Convida a todos nós, artistas, anciões, cientistas, líderes espirituais, ativistas e cidadãos a questionar não apenas como podemos mudar, mas por que e para quem”, ressaltou Wanjira Mathai.</p>
<p style="font-weight: 400;">“Estou honrada em apoiar um processo que inclui a cultura e todas as belezas e interrelações da vida que não podem ser medidas pelo dinheiro, nos enchem de sentido e sentimento de pertencimento e têm o poder de motivar nosso comportamento”, disse Karenna Gore.</p>
<p style="font-weight: 400;">A partir dos Diálogos Regionais, serão incentivados Diálogos Autogestionados, a serem promovidos pela sociedade civil e governos nacionais e subnacionais, de modo a fortalecer o chamado global para a ação climática e pela implementação dos acordos firmados no âmbito da UNFCCC. A modalidade autogestionada seguirá a mesma metodologia e processo de documentação dos encontros oficiais, com propostas a serem priorizadas e recebidas pelas lideranças regionais.</p>
<p style="font-weight: 400;">Os Diálogos Regionais vão gerar seis relatórios regionais e um relatório-síntese, que na Pré-COP, em outubro, será submetido à Presidência da COP para consideração na formulação das decisões e envio a chefes de Estado e negociadores climáticos. Os resultados do processo estarão refletidos em um espaço na Zona Azul da COP30 com vídeos dos eventos, obras co-elaboradas nos Diálogos e possíveis produtos que surgiram em outros balanços éticos pelo mundo.</p>
<p style="font-weight: 400;">“A ética exige coragem para denunciar prioridades equivocadas e insistir em pactos de paz com a natureza. Manter viva a meta de 1,5 graus centímetros não é uma escolha política apenas, é uma obrigação moral diante das gerações futuras. O colapso climático não será gradual, será precipitado por pontos de inflexão, os chamados tipping points, que uma vez ultrapassados tornarão irreversível a degradação dos sistemas que sustentam a vida. A ética nos exige agir antes que isso seja tarde”, reforçou Antônio Patriota.</p>
<p style="font-weight: 400;"><b><strong>Círculo do Balanço Ético Global</strong></b></p>
<p style="font-weight: 400;">O Círculo do Balanço Ético Global tem como líderes o presidente Lula e o secretário-geral da ONU, António Guterres. O comitê-executivo é formado pela presidência brasileira da COP30; equipe do Assessor Especial do Secretário-Geral da ONU para Ação Climática e Transição Justa, Selwin Hart; Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e Ministério das Relações Exteriores (MRE).</p>
Fonte: <a href="https://www.gov.br/mma/pt-br/noticias/brasil-e-onu-apresentam-balanco-etico-global-chamado-mundial-a-acao-climatica-rumo-a-cop30">GOV.BR</a>

</div>
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			</item>
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		<title>No Dia Mundial do Meio Ambiente, Brasil e França conclamam países a intensificar combate à mudança do clima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Onegreen]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em comunicado conjunto lançado em Paris, presidentes Lula e Macron reafirmam compromisso com multilateralismo, pedem NDCs ambiciosas e implementação de acordos climáticos Nesta quinta-feira (5/6), Dia Mundial do Meio Ambiente, os governos do Brasil e da França lançaram o comunicado conjunto “Acelerar a ação climática”, que conclama todos os países a intensificar o combate à [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h5 class="documentDescription" style="text-align: center;">Em comunicado conjunto lançado em Paris, presidentes Lula e Macron reafirmam compromisso com multilateralismo, pedem NDCs ambiciosas e implementação de acordos climáticos</h5>
<div id="viewlet-above-content-body"></div>
<div>
<p style="font-weight: 400;">Nesta quinta-feira (5/6), Dia Mundial do Meio Ambiente, os governos do Brasil e da França lançaram o comunicado conjunto “Acelerar a ação climática”, que conclama todos os países a intensificar o combate à mudança do clima. O documento foi divulgado em Paris durante a visita oficial do presidente Lula ao presidente francês Emmanuel Macron.</p>
<p style="font-weight: 400;">O texto destaca três eixos principais de cooperação bilateral entre as nações para a COP30, a Conferência do Clima da ONU que ocorre em Belém (PA) em novembro e marca os dez anos da assinatura do Acordo de Paris. São eles o fortalecimento do multilateralismo, especialmente em relação à governança climática; a execução de compromissos que considerem as consequências econômicas e sociais da mudança do clima e as oportunidades rumo a uma economia de baixo carbono; e a aceleração da implementação dos compromissos assumidos por meio da Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) e do Acordo de Paris.</p>
<p style="font-weight: 400;">Entre esses compromissos, o comunicado ressalta as resoluções que integram o Consenso dos Emirados Árabes Unidos, firmado por 196 países na COP28, em 2023: triplicar energias renováveis, duplicar a eficiência energética, zerar o desmatamento até 2030 e, de forma justa e planejada, fazer a transição para o fim do uso de combustíveis fósseis.</p>
<p style="font-weight: 400;">Esses esforços, pontua o documento, começam pela apresentação de Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) “que reflitam o mais alto nível de ambição e contenham metas ambiciosas de redução de emissões para toda a economia, cobrindo todos os gases de efeito estufa, todos os setores e categorias, e alinhadas ao objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5 °C, com base nas evidências científicas mais recentes”. Até setembro, as nações devem lançar suas NDCs com objetivos de redução de emissões de gases de efeito estufa para 2035.</p>
<p style="font-weight: 400;">Liderando pelo exemplo, o Brasil submeteu à ONU sua nova NDC já em novembro de 2024, durante a COP29, no Azerbaijão. Por meio dela, o país se compromete a reduzir de 59% a 67% as emissões de todos os gases-estufa até 2035 na comparação aos níveis de 2005, abrangendo todos os setores da economia.</p>
<p style="font-weight: 400;">Brasil e França reforçam ainda a centralidade do conhecimento científico e dos saberes dos povos indígenas e tradicionais, o papel do financiamento climático, incluindo fontes inovadoras, e a importância da implementação do Artigo 6 do Acordo de Paris para mercados de carbono com alta integridade.</p>
Além disso, o texto enfatiza o vínculo entre a transição ecológica e a luta contra a pobreza, a fome e as desigualdades: “Esses desafios não devem ser vistos como contraditórios. As políticas climáticas de transição energética, de desenvolvimento industrial de baixo carbono e de adaptação de setores e populações vulneráveis aos impactos da mudança do clima integram estratégias de desenvolvimento viáveis, desejáveis e indispensáveis”.
<p style="font-weight: 400;">Por fim, a França manifesta apoio à presidência brasileira da COP30 e à proposta de um &#8220;mutirão climático&#8221; que una governos, sociedade civil e setor privado em um novo ciclo de ambição e ação por justiça climática e desenvolvimento sustentável.</p>
<p style="font-weight: 400;">“Acelerar a Ação Climática: Comunicado Brasil-França”: clique para ler versões em <a style="font-weight: 500;" href="https://www.gov.br/mre/pt-br/canais_atendimento/imprensa/notas-a-imprensa/atos-adotados-por-ocasiao-da-visita-de-estado-do-presidente-luiz-inacio-lula-da-silva-a-franca-paris-5-de-junho-de-2025/Declaracao_clima_PT.pdf">português</a> e em <a style="font-weight: 500;" href="https://www.gov.br/mre/pt-br/canais_atendimento/imprensa/notas-a-imprensa/atos-adotados-por-ocasiao-da-visita-de-estado-do-presidente-luiz-inacio-lula-da-silva-a-franca-paris-5-de-junho-de-2025/Declaracao_clima_FR.pdf">francês&#8221;</a></p>

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Fonte: <a href="https://www.gov.br/mma/pt-br/noticias/no-dia-mundial-do-meio-ambiente-brasil-e-franca-conclamam-paises-a-intensificar-combate-a-mudanca-do-clima">GOV.BR</a>
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		<title>Manifestações denunciam retrocessos no &#8216;PL da Devastação&#8217;</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jun 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Projeto de lei afrouxa regras para licenciamento ambiental Centenas de organizações e movimentos sociais e ambientais realizaram neste domingo (1) manifestações em diversas cidades do país em protesto contra o Projeto de Lei 2159/2021, que ficou conhecido como PL da Devastação. Em São Paulo, o ato realizado na Avenida Paulista foi apoiado por 80 dessas organizações. O projeto [&#8230;]</p>
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<h4 class="linha-fina-noticia" style="text-align: center;">Projeto de lei afrouxa regras para licenciamento ambiental</h4>
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Centenas de organizações e movimentos sociais e ambientais realizaram neste domingo (1) manifestações em diversas cidades do país em protesto contra o Projeto de Lei 2159/2021, que ficou conhecido como <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-05/projeto-de-lei-implode-licenciamento-ambiental-no-brasil-diz-especialista" target="_blank" rel="noopener">PL da Devastação</a>. Em São Paulo, o ato realizado na Avenida Paulista foi apoiado por 80 dessas organizações.<img decoding="async" src="https://ambiente.onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ebc-15.png" /><img decoding="async" src="https://ambiente.onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ebc-14.gif" />

O projeto de lei estabelece um novo marco legal para o licenciamento ambiental no Brasil e foi aprovado no Senado com 54 votos favoráveis e 13 contrários. Como o texto foi alterado pelos senadores, o projeto retorna à Câmara dos Deputados para nova análise.

<strong>O texto aprovado no Senado dispensa de licenciamento ambiental atividades que não ofereçam risco ambiental ou que precisem ser executadas por questão de soberania nacional ou de calamidade pública.</strong>

Também isenta de licenciamento os empreendimentos agropecuários para cultivo de espécies de interesse agrícola, além de pecuária extensiva, semi-intensiva e intensiva de pequeno porte.

<strong>Para ambientalistas, esse projeto é considerado o maior retrocesso ambiental da história recente do país. </strong><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-05/marina-diz-que-licenciamento-ambiental-sofreu-golpe-de-morte" target="_blank" rel="noopener">O projeto também é criticado pelo governo federal</a>, que o considera o um desmonte do licenciamento ambiental brasileiro.

&#8220;O governo tem uma série de dificuldades em relação a uma base segura de sustentação. E isso varia para cada tema. Não é a primeira vez que a gente sofre alguma dessas derrotas, inclusive em agendas que são igualmente estratégicas, mas vamos continuar dialogando o tempo todo com o Congresso&#8221;, disse a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

Apesar das críticas, a relatora do projeto, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), disse que o objetivo da proposta é licenciar as obras no país com mais clareza, eficiência e justiça. Segundo ela, o marco regulatório atual, com regras sobrepostas, trava iniciativas importantes e desestimula investimentos responsáveis.

“A proposta não enfraquece o licenciamento ambiental, muito pelo contrário. Ela reafirma o compromisso com o rigor técnico, exige estudos de impacto ambiental, audiências públicas e avaliações trifásicas para grandes obras. E até dobra a pena para quem desrespeitar a legislação”, disse a senadora, acrescentando que hoje existem mais de 27 mil normas ambientais no país.
<h4>&#8216;Mãe de todas as boiadas&#8217;</h4>
Os atos realizados neste domingo têm como objetivo pressionar os deputados a não aprovarem o PL, que também tem sido chamado de “mãe de todas as boiadas”, em referência à fala do ex-ministro do Meio Ambiente do governo de Jair Bolsonaro, Ricardo Salles, quando declarou que era preciso &#8220;passar a boiada&#8221; nas regras ambientais enquanto a sociedade estava angustiada com a pandemia de covid-19.

Além dos atos nas cidades brasileiras neste domingo, as organizações criaram o <a href="https://www.pldadevastacao.org/" target="_blank" rel="noopener">site PL da Devastação</a> para pressionar os congressistas a não aprovarem o projeto. Arquiteto urbanista, ativista e porta-voz da Rede Sustentabilidade em São Paulo, Marco Martins também argumenta que o PL desestrutura completamente o licenciamento ambiental no Brasil.
<blockquote>&#8220;A gente está chamando ele de ‘mãe de todas as boiadas’ porque é um libera geral, permitindo o auto-licenciamento, principalmente dos empreendedores, numa modalidade em que o próprio empreendedor vai dizer se tem impacto e qual é o risco. Com esse PL, não vamos pedir mais nenhuma contrapartida e não se analisará o impacto, por exemplo, nas comunidades indígenas e nas unidades de conservação. Então ele realmente desestrutura, impede completamente que se faça a fiscalização ambiental”.</blockquote>
Segundo Martins, o atual projeto de lei prejudica as ações de combate ao desmatamento e de cumprimento das metas do Brasil estabelecidas nas Conferências das Partes (COPs). “A gente derrubou o desmatamento em mais de 42% no ano passado, mas esse PL inviabiliza completamente isso, além de inviabilizar as metas do Brasil, as chamadas NDCs (Contribuição Nacionalmente Determinada)&#8221;, disse ele, que argumentou que o afrouxamento das regras também inviabiliza o acordo do Mercosul com a União Europeia.

“Esse é o maior retrocesso da história desde que a gente aprovou a Política Nacional de Meio Ambiente e estruturou realmente o licenciamento ambiental. A gente tem dois exemplos muito claros que são as barragens de Brumadinho e de Mariana. Acho que ninguém sem consciência diria que estes são empreendimentos que a gente poderia fazer sem licenciamento. Esse PL vai afetar a economia, vai afetar a agricultura, vai afetar o preço dos nossos alimentos e vai afetar a nossa vida com ondas de calor intenso e com chuvas cada vez mais frequentes”, reforçou.
<h4>Povos originários</h4>
<strong>Os manifestantes defendem que entre os maiores prejudicados por esse projeto de lei estão os povos originários.</strong> Para Werá Mirim, do povo Guarani Mbyá, a proposta que tramita no Congresso “vai causar muitos impactos não só para os povos originários, mas para todos que lutam pela causa e que protegem a natureza e os animais”.

“Não podemos deixar isso acontecer, porque terá muita devastação e muita destruição, facilitando a mineração nas terras indígenas. Não queremos mais conflitos. Só queremos viver em paz e proteger nossos territórios, respeitando nossos espaços e nossos povos. Queremos que o governo foque na demarcação das terras indígenas”, disse ele, em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>. “Esse PL facilita a entrada dos invasores e acaba com o planeta, porque acaba com a floresta e polui os rios. E afeta todos nós e todos aqueles que respiram o ar puro. E também afeta nosso futuro e as futuras gerações como nossos filhos e nossas crianças”, acrescentou.

O ato realizado em São Paulo reuniu pessoas como o artivista Ivan Munz, que exibia um triciclo caracterizado e com mensagens contra o maltrato animal e o PL da Devastação. “Quanto mais boi, maior será o desmatamento e também os efeitos das mudanças climáticas”, disse ele.

Durante o protesto, os manifestantes homenagearam a ministra Marina Silva, que <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-05/oposicao-protecao-ambiental-tenta-silenciar-marina-diz-analista" target="_blank" rel="noopener">foi agredida verbalmente por senadores durante audiência na Comissão de Infraestrutura, no Senado Federal</a>.

Para eles, o ataque foi não apenas desrespeitoso à figura da ministra e à sua trajetória, mas também representou um atentado à democracia e às políticas ambientais no país. “A gente também está aqui em defesa da ministra, dos órgãos de licenciamento e dos órgãos que são duramente atacados pelos congressistas, como o Ibama e o ICMBio”, disse Martins.
<h4>Empreendimentos predatórios</h4>
Na semana passada, a Oxfam Brasil emitiu um alerta sobre a aprovação desse Projeto de Lei. Para a organização, essa proposta é um “grave retrocesso”, que altera profundamente o processo de licenciamento ambiental no Brasil e “fragiliza a participação social e o respeito aos direitos de povos indígenas, comunidades tradicionais e populações vulnerabilizadas”.
<blockquote>“A flexibilização ignora as desigualdades estruturais do Brasil e favorece a expulsão de comunidades de seus territórios para dar lugar a empreendimentos predatórios. Isso significa mais deslocamentos climáticos, mais insegurança alimentar e menos condições de vida digna para os mais pobres. Enquanto grandes empreendimentos lucram, são as comunidades negras, indígenas e periféricas que ficam com a lama, a fumaça e a falta d’água&#8221;.</blockquote>
A organização acrescenta que &#8220;sem licenciamento ambiental forte, as principais vítimas já têm cor, CEP e nome. O Brasil precisa de políticas que protejam as pessoas e o meio ambiente, combatam o racismo ambiental e garantam a permanência digna das comunidades em seus territórios. Licenciamento ambiental não é obstáculo, é proteção. É direito”.

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Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-06/manifestacoes-denunciam-retrocesso-do-pl-da-devastacao">Agência Brasil</a>
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		<title>Senado aprova novo marco para o licenciamento ambiental no país</title>
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		<pubDate>Thu, 22 May 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Senado aprova novo marco para o licenciamento ambiental no país O Senado aprovou nesta quarta-feira (21), com 54 votos favoráveis e 13 contrários, o projeto de lei (PL 2.159/2021) que estabelece um novo marco legal para o licenciamento ambiental no Brasil. A proposta determina as diretrizes para o licenciamento ambiental e sua aplicação pelos órgãos responsáveis, além [&#8230;]</p>
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<h4 class="titulo-materia" style="text-align: center;">Senado aprova novo marco para o licenciamento ambiental no país</h4>
<strong>O Senado aprovou nesta quarta-feira (21), com 54 votos favoráveis e 13 contrários, o projeto de lei (PL 2.159/2021) que estabelece um novo marco legal para o licenciamento ambiental no Brasil. </strong>A proposta determina as diretrizes para o licenciamento ambiental e sua aplicação pelos órgãos responsáveis, além de flexibilizar a necessidade da licença em alguns casos.  <img decoding="async" src="https://ambiente.onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ebc-14.png" /><img decoding="async" src="https://ambiente.onegreen.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ebc-13.gif" />

Como o texto foi alterado pelos senadores, ele retorna à Câmara dos Deputados para nova análise. A proposta está em discussão há 21 anos, tendo tramitado 17 anos na Câmara dos Deputados e quatro anos no Senado.

<strong>O texto aprovado dispensa de licenciamento ambiental atividades que não ofereçam risco ambiental ou que precisem ser executadas por questão de soberania nacional ou de calamidade pública.</strong> Também isenta de licenciamento os empreendimentos agropecuários para cultivo de espécies de interesse agrícola, além de pecuária extensiva, semi-intensiva e intensiva de pequeno porte.

<strong>Foi instituída ainda a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), destinada a atividades ou empreendimentos de pequeno ou médio porte e de baixo ou médio potencial poluidor. </strong>A licença poderá ser expedida mediante uma autodeclaração de adesão e compromisso do empreendedor, com os requisitos preestabelecidos pela autoridade licenciadora.

A relatora do projeto, senadora Tereza Cristina (PP-MS), disse que o objetivo da proposta é licenciar as obras no país com mais clareza, eficiência e justiça. Segundo ela, o marco regulatório atual, com regras sobrepostas, trava iniciativas importantes e desestimula investimentos responsáveis.
<blockquote>&#8216;“A proposta não enfraquece o licenciamento ambiental, muito pelo contrário. Ela reafirma o compromisso com o rigor técnico, exige estudos de impacto ambiental, audiências públicas e avaliações trifásicas para grandes obras. E até dobra a pena para quem desrespeitar a legislação”, disse, salientando que hoje existem mais de 27 mil normas ambientais no país.&#8217;</blockquote>
Contrária ao projeto, a senadora Leila Barros (PDT-DF) lembrou que a defesa do meio ambiente é uma exigência da comunidade internacional.
<blockquote>“O Brasil hoje vive neste momento uma reconquista de sua credibilidade ambiental. Essa imagem positiva se converte em oportunidades reais para nosso país, em termos diplomáticos e econômicos”, alertou.</blockquote>
<h4>Penalidades</h4>
Atualmente, a legislação estabelece que o crime de construir ou reformar obras ou serviços poluidores sem licença ambiental gera pena de prisão de um a seis meses. <strong>Os senadores aumentaram a pena para seis meses a dois anos ou multa, ou ambas cumulativamente. </strong>
<blockquote>“Crime ambiental continua sendo crime, não estamos mudando nada. E a supressão de qualquer vegetação nativa sem licença continua sendo proibida”, disse Tereza Cristina.</blockquote>
<h4>Desestruturação</h4>
<strong>Em nota divulgada nesta quarta-feira (21), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) diz que o PL representa desestruturação significativa do regramento existente sobre o tema e representa risco à segurança ambiental e social no país. </strong>
<blockquote>“A proposta terá impacto negativo para a gestão socioambiental, além de provocar, possivelmente, altos índices de judicialização, o que tornará o processo de licenciamento ambiental mais moroso e oneroso para a sociedade e para o Estado brasileiro”, avalia o MMA.</blockquote>
Segundo a pasta, um dos pontos mais críticos do PL é a aplicação da Licença por Adesão e Compromisso, modalidade simplificada de licenciamento baseada na autodeclaração do empreendedor.

“Na prática, o texto permitiria o uso da LAC para um percentual expressivo de empreendimentos que atualmente são licenciados. Além disso, esses empreendimentos seriam monitorados por amostragem, dispensando a necessidade de fiscalização, pelo órgão ambiental, de todos os empreendimentos licenciados por essa modalidade”, diz a nota.

<strong>Organizações ambientais <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-05/projeto-de-lei-implode-licenciamento-ambiental-no-brasil-diz-especialista">sustentam que o projeto representa o maior retrocesso</a> em matéria de legislação ambiental desde a Constituição de 1988. </strong>Outra crítica à proposta é a exclusão de licenciamento para atividades agropecuárias.

Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-05/senado-aprova-novo-marco-para-o-licenciamento-ambiental-no-pais">Agência Brasil</a>
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